Friday, December 31, 2010

Feliz 2011!

Vou começar assim e pronto: Ahhhhh, não vou me alongar e escrever um texto que seja uma extensão de "Feliz 2011", desejando aquilo e mais isso de bons pensamentos. Até porque não estou com essa inspiração toda, estou mais alguma coisa que ainda não sei. Porém, sei que é uma momento de criatividade, um período de idéias... Acho que vai por aí... Sei que para o próximo ano levo uma enorme quantidade de energia positiva, espero que esteja no mesmo caminho. "ahhh, mas em 2012 o mundo acaba...". É, nunca se sabe... O meu ou seu pode acabar hoje ou amanhã.

Feliz 2011!

Wednesday, December 22, 2010

Título... Qual nome acha que é?

"Viche Maria!".
Diria alguém que acaba de perceber a velocidade de 2010, aquela mesma, dos dias de 3 horas, das contas roubarem o tempo e... É o ano acabou! Me deparo no fim de Dezembro e tentando me lembrar de como foi o ano, tentando lembrar o que fiz, o que aconteceu nele, porém só me vem a cabeça que o Flamengo foi péssimo no Brasileirão. Poisé, o que fazer?! Lembrar que o Ceará foi Massa! (hehehehehe)

Se esse texto fosse um roteiro aqui era pra subir uma música de boas energias, Ivan Lins, Paulo Diniz, se você sabe do que estou falando vai achar uma bela idéia. Ainda não me atualizei com essas novas regras do Portuga e toda vez fico na dúvida se a ideia tem acento ou não.

Talvez essa vontade de expressar os "meus hits" do último ano seja uma herança do "RETROSPECTIVA 2004", deve ser mesmo. Temos a vida contada pela Televisão, todos os momentos históricos da humanidade podem ser lembrado com: "É, eu lembro das imagens dos aviões na televisão ou outra merda do tipo...". Não sei se isso é triste ou interessante... Não sei porque, mas tenho pensado cada vez mais na praticidade da Língua Inglesa, o português é complicado... Voltando, o que digo é: Acaba que sou um Cavalcanti Colares e penso na doidice da minha Familia e começo um sorriso no meu rosto... Por que?! Sei lá... É a familia!

É verdade, queria mesmo por um arco íris na minha moringa...

Não sei, acho que vou ser mal interpretado com o encaixe de "praticidade" ali em cima... Bem, o que quero dizer é que o Inglês tem algumas palavras que tem o significado mais profundo, o português é diferente, tem sinônimos e antônimos para tudo que é de palavra e isso faz a língua ser mais explicada, com significado pra tudo. Por exemplo, 'embrance' tem um significado maior do que 'abraçar', não é? Poisé... Vai por aí...

Fugi do assunto, mas não deixei as galinhas longe do galinheiro, tudo o que quero dizer é que foi um belo ano.

Feliche Natal e Buenas Fiestas!

Musis Non Stop: Paulo Diniz - Meus Momentos.

Monday, December 13, 2010

A história de...

A história de quem não foi escrita... Não pôr ninguém, porque é uma rima batida. Acha que vou escrever isso daqui?! "A história de quem não foi escrita por ninguém". E cadê o talento pra desvendar novas rimas ou inventar uma geografia literária? Ou sei lá, de simplesmente continuar o texto bem e interessante. Mas não, simplesmente faço diferente. Peraí! Perái! Peraí! Eu estou me escutando? Digo... Opa, escrevo... Que porra de merda de texto é esse?! Se esses parágrafos parassem em mãos responsáveis, com toda certeza ela veria erros de português (e isso você pode ver é fácil, não me corrijo depois que escrevo), um texto sem sentido e provavelmente me perguntaria: "Mas, Rodrigo, para aonde você está levando o leitor?! A sua falta de objetividade em seus textos é o seu problema. Tente reler seus trabalhos!". E com mais certeza ainda, eu estaria mandando ele ir catar coco com sua mãe. E neste momento, me pergunto: Isso não vai chegar as mãos de um profissional das Letras ou de algum outro. E não vou me perguntar mais, não vou me fazer perguntas bobas, né?

Um amigo meu leu e pergunto o que tinha feito e respondi: Vá a Merda!

Como é bom escrever né?!

Music Non Stop: Funkadelic - One Nation Under Groove

Sunday, September 26, 2010

Opa, opa, opa, opa!

Gente, no texto passado falei que tenho trabalhado em
uma exposição do Goethe-Institut sobre a música atual alemã.
E esqueci de colocar o link que trata de tal assunto:
http://www.goethe.de/lhr/prj/mpx/pt5061190.htm

Aí está!
Quem quiser perguntar alguma coisa, pode mandar ver que posso tentar responder.

Abraço.

Music Non Stop: Herbie Hancock - Future Shock

Saturday, September 25, 2010

Hummmmmmmmmmm!

Opa! Não, não! Nada de acabar com o blog, o que aconteceu é que tenho trabalho em exposição do Goethe-Institut aqui em São Paulo. Meus textos vão continuar saindo com a mesma pretensão... A nenhuma de sempre. Claro, uma vez ou outra vou mandar um verbo como mandei aqui embaixo. Humor é como previsão do tempo, uma hora chove. E neste atual momento me encontro em uma leve seca textual... Vocês sabem como é, trabalhando você pensa menos fica mais 'domesticado'.

"Animal arisco, domesticado perde o risco..."

Um grande abraço a quem passa e a quem não passa... Tchau!
hehehehhehehe

Music Non Stop: David Bowie!

Wednesday, September 08, 2010

Uma Crítica

Há muito tempo atrás, quando a internet ainda era um ambiente desconhecido, quando não sabíamos aonde ir o que fazer com ela, se falava do que poderia ser. E uma palavra era utilizada em universidades, escolas, ambientes de trabalho e o caramba. Era a bendita da Globalização, todos falando da integração entre as pessoas, seja de Quixelô ou de Tóquio. A comunicação entre as pessoas seria mais fácil, em tempo real, imagem e som, quem sabe até utilizando um tradutor instantâneo. Só que HOJE, NESSE EXATO MOMENTO eu posso realizar isso e não vou conseguir. Por que?! Por que?! E por que de novo?!

Hoje, temos milhares de meios de comunicação, milhares de maneiras de conhecer milhares de pessoas e no entanto estamos cada vez mais sozinhos. Não vejo uma disposição ao conhecimento do desconhecido, seja de novas pessoas em uma rede social, ou até mesmo no mundo aí fora. Custo a acreditar que existem pessoas na internet e no mundo real que realmente querem conhecer novas pessoas. Tenho facebook, twitter, orkut, blog, msn e talvez mais que desconheça no momento e continuo falando com as mesmas pessoas. Pra onde foi aquela vontade? Onde está o verdadeiro objetivo da comunidade? Claro, facilita isso e aquilo. Mas, qual é a diferença exata entre eu ler um jornal aqui e um comprado ali na banca? Na internet vou ter mais notícias? Com certeza, vou. Porém, entro no globo.com, r7.com, espn.com, oglobo.com.br, jbonline.terra.com.br... E digo com toda sinceridade: Me deixa triste. Textos sem graça, manchetes mentirosas e mal escritas, jornalistas arrogantes e o que acho pior; Todos tratando do mesmo assunto, você entra no site do Jornal O Povo e tem a mesma notícia do EGO.com.br, como pode?! Cadê a informação sobre a cidade? Sobre a localidade? Não tem nada de interessante?! Me desculpe, acho impossível.

Dia 31 de Agosto o Jornal do Brasil fez a sua última versão impressa. Aquela da banca, grande, que suja os dedos, sabe?! Poisé, ela vai acabar. Esse jornal não vai ser o último a fazer, outros farão o mesmo. E por quê?! Porque a idiotice é cada vez maior, a ignorância hoje é pré-requisito nas faculdades. Muito lindo ver um candidato dizer todo lindão, barba bem feita, gravata vermelha e paletó Calvin Klein: "Vou acabar com a aprovação automática na escola". Aquela que deixa o cara que não aprendeu nada a passar de ano, aquela que permite um cara que não sabe escrever as vogais chegar na faculdade de Odontologia e sair por aí tirando todos os dentes de um jovem brasiliense. E o mesmo político não quer que 500 alunos da 5a série do seu estado sejam reprovados, ou quer?! Eu acho que não quer.

E o que é mais interessante, é tudo normal. Então, quando vejo uma comunidade virtual e tenho a sensação de que vou interagir com amigos... Não, não, não existe interação.
Por exemplo, qual é novidade dessa notícia: "Vaticano adverte que queimar o Alcorão seria uma grave ofensa", me responda: No que estava pensando o jornalista que escreveu isso?!

Estou sim revoltado, vejo idiotice gerando idiotice de todas a maneiras. Um abraço. Meu blog continua falando da vida, do mundo, das pessoas e sei lá mais de que. Bom Dia pra você.

Friday, August 27, 2010

Amor de Trocador

Passar o dia andando de ônibus, em uma cadeira elevada, de onde pode ver todos que estão dentro do veículo. E por que não observar o comportamento de cada um? Uma paquera, uma briga de casal, jovens mal educados, pessoas falando no celular, mendigos, pessoas perdidas, homens de negócio e mulheres bem-sucedidas. Todo tipo de gente... Cidadão ou não.

Fico imaginando uma linha como o Grande Circular, seja 1 ou 2. Que passa por toda a Fortaleza, por exemplo: Papicu, Av.Eng.Santan Júnior, Alberto Sá, Vicente Pinzon, Av.Abolição, Pessoa Anta, Adolfo Caminha, Viaduto Rio Ceará, Terminal Antônio Bezerra, Mister Hull, Osório de Paiva, Terminal Siqueira, Av.Godofredo Maciel, Terminal Messejana, Av.Dr.Pergentino Maia, rua Cel.Diónisio Alencar, Av.Washington Soares... Pooooxa!!! Cidade toda!

Você não precisa fazer esse percurso inteiro, basta imaginar o número de pessoas que passa pelo ônibus. É muita gente!

E nunca se sabe o que vem pela frente, o que vai encontrar na próxima parada, quem sobe e quem desce. Então, dali o dono do segundo cargo mais importante do ônibus vê sua amada. Inicialmente, ele não acredita. Olha como quem procura a beleza que vai escapando na multidão, fica se perguntando: "É ela? Será que é?". Claro, que nesse momento o pescoço relaxado e de quem procurar sustentar a cabeça longe do sol está pouco preocupado com os efeitos dos raios ultravioletas. Então, com todo esforço extra-trocador os olhos recebem o melhor remédio que pode existir.

Sua amada... Vinha com aquele jeito de quem não faz nada e encanta.
Aquele jeitinho que não é bem um jeitinho, é apenas ela ali sem iluminador, sem maquiador, sem photoshop, com o tempero do dia. Ela pensou: "Meu Deus, que mulher linda!". Ela ainda não havia percebido aonde tinha entrado, não tinha se dado conta que estava visitando seu amor no trabalho.

Então, quando percebe, os olhos do trocador/amor já estão a comê-la, já deslumbra seu corpo, sua roupa, seu corpo já tem a vontade inexplicável de ir com toda força, todo o ambiente esquecido e somente o encontro dos dois. Nada existe mais. Uma passageira que havia entrado junto com sua amada tentou passar na catraca e nada foi feito, ela se sentiu falando com o nada.

Para ele, trocador, a melhor viagem de todas. Porém, na mesma viagem ela subiu e desceu.

Wednesday, August 25, 2010

Meu Primeio E-mail

Seguindo ditado, aquele que diz que pra tudo tem a primeira vez. Algumas você nem imagina que pode ter, mas acabam acontecendo. Por exemplo, você não quer passar vergonha em sala de aula no colégio, mas um dia algo vai acontecer. Cair da cadeira, levar uma bola de papel na cara, esquecer de dizer 'castanha' e aquela mãozada boa nas costas... Diversas situações. Porém, tenho uma visão diferente desse ditado e dessa inexorabilidade da primeira vez. Acredito, que todo a sua vida é seu primeiro momento. Afinal, acho que você não teve outro 25 de Agosto de 2010 na sua vida, né? É uma visão radical, preto no branco, que levo comigo pra não me pressionar muito com o que você fala e como reage. Como diz o carteiro: "Próxima semana, tem mais!". Contas e contas e contas e mais contas no correrio... Nunca vai parar.

E essa preparação toda é para ilustrar o que é/foi seu primeiro E-mail. É como tirar uma identidade sem aquela 'caretice'. Você pode escolher um apelido seu, fazer um jogo de palavras como 'festade@', ou qualquer outro resultado da criatividade. Quando era mais jovem, digo a partir dos 14 anos e não tinha PC, ouvia muitos amigos falando de e-mail, de endereço eletrônico, de MIRC, Ircontros, OPs, canal e todo um vocabulário desconhecido. Não sou velho, mas lembro que computador não era acessível. Hoje, é praticamente a geração laptop com câmera e microfone embutidos.

Então, quando chegou a minha vez de fazer meu primeiro e-mail... Minha imaginação foi longe. Queria colocar apelido, apenas sobrenome, colocar ao contrário, colocar 'rodrigogarotão', sei lá... Tive milhões de idéias. E o resultado da minha criatividade foi 'bigode49@'. Minha explicação é que tive barba muito cedo e alguns no colégio me chamavam de Barba, Bigode e resolvi adotar essa simpatia, só que alguém já havia adotado e eu não queria colocar o ano, então escolhi apenas o 49.

Como disse: Todo momento é seu primeiro, então, por que vai ter o idéia simples de utilizar apenas seu nome? Você quer mais, quer adotar uma identidade... Porém, como minha cachorra Pincher falou com os dentes cravados no meu polegar: "Não julgue um Login deixado pra trás".

Friday, July 16, 2010

Yakisoba & Galetos

Eu assisto jornais somente na terça e quinta... Bicho, nesses dois dias tudo fica calmo. Não tem jeito, não, tendeu?! Porque na terça todos começam a ver que a semana tá andando e aquela doidice da segunda é deixada pra trás... E na quinta, o pessoal tá ansioso pro fim de semana, mas sabe que ainda tem quase dois dias. Tendeu?! Então, os jornais não querem saber de nada, tendeu?! Só quer saber de roupa, idoso, pau-de-arara, jóia e coisa pouca... Então, pra não ficar estressado eu vejo só nesses dias, tendeu?! É foda, mas é verdade!

Mas, como vocês sabem, isso aqui não tem nada haver... É pra animar só, né?! Sei como é... Sim, eu faço yakisoba e galeto. Começei com a comida daqui... Fazia uns galetos e vendia aqui no bairro, nada demais... (Rapaz, não sei o que você quer que eu fale). Comprava os frango no mercado, assava na churrasqueira que era ali, né? Ai mudei pra cá... Fiz do meu deck um espaço pra mim assar e atender os cliente. Ficou bom, né? hehheheheh...

A historia do Yakisoba foi por causa de um japonês, ele passou e disse que era pra eu aumentar meu negócio, tendeu?! Ai perguntei a ele: "Sim, mas o que faço aqui?!". E a resposta dele foi meio desinteressado, sabe?! Foi tipo: "Ahhh sei lá.. Yakisoba" e riu, mas depois falou que era pra eu fazer isso mesmo. Eu não entendi, porque não sabia nem o que era isso, tendeu?! Então, falei com minha mulher... hehe, só mulher sabe dessas coisas, né?! Ai ela descobriu o que era Yakisoba e viu que era fácil de fazer. E ela fez, comeu e gostou... Só que ela gostou tanto e disse que ia fazer pra vender. Daí, foi uma beleza... É só ler: Yakisoba & Galetos. Todo mundo quer, não tem jeito,não! heheheheheh...

Tuesday, July 13, 2010

A vida de um Entregador de Bolos de Casamento

Não vou dizer que sou um apostador e jogador, não sou mesmo. Passo meses sem jogar ou apostar, pra falar a verdade, raramente faço isso. Confesso, é interessante apostar alto e ganhar... A merda mesmo vem quando você aposta alto e perde, a vergonha é tão grande que não tem coragem pra falar. Para entregar o dinheiro a vergonha é personificada por você, pode ter certeza.

Porém, minha profissão não tem nada haver com apostar ou jogar. Eu trabalho entregando Bolos de Casamento, sou conhecido como 'Entregador de Bolos'. Acredite, é uma profissão cheia de ação. Não há agente de policia que viva essa adrenalina... skatista, praticantes de esportes radicais não sabem o que falam quando dizem: "SK8 na veia" ou que se sente mais vivo depois das competições... Isso é uma grande mentira desses caras! Chamo eles de irresponsáveis, isso sim.

Digo isso, porque quem entrega bolo nunca sabe o que vai encontrar pela frente. Transito, motos, temperatura e além de tudo equilíbrio. Ahhhh... Isso todo entregador de bolo tem de ter. Sem dúvida é uma profissão extremamente estressante. Teve uma vez que fui fazer uma entrega e peguei a hora do rush, a porra do bolo começou a derreter e comecei a sentir minha Fiorino puxar pra esquerda, o pneu tinha furado. Resultado, cheguei com 1 hora de atraso. Sabe aquele noivo e noiva em cima do bolo?! Poisé, o noivo já tinha caído, a cobertura tava começando descer... Foi uma desgraça! Mas, se tornou caso de policia mesmo quando a noiva viu.. Ahhhhh, meu amigo, acho que ela praticava luta ou algo violento. Perdi três dentes e meu supercílio foi cortado em dois, maior sacanagem do mundo!

Já tinha sido avisado desse estresse do casamento, mas não tinha sentido em minha dentição. Acho que é sentimento o trabalho de uma maneira ou de outra.

Toda profissão é díficil, mas a minha é mais séria e ganho pouco. Quem sabe não é preciso eu desabafar outro dia...

Saturday, June 12, 2010

Dia dos Namorados

Esse dia sempre é marcante para todos, porque quando é pequeno fica meio puto por assistir na Sessão da Tarde um Romeu & Julieta, ou Primeiro Amor, enfim, é costume passar um filme bem meloso hoje. E você vai crescendo e fica desejando namorar pra dividir um dia inteiro coladinho, bem grudado, naquela maravilha de beleza que é um casal.

O chêro, o beijo, o carinho, deitar juntinho... Hummmmmmmmmm! É uma maravilha!

E hoje, Dia dos Namorados eu me deparo em uma situação chata. Meu amor não está perto de mim, não por morar do outro lado da cidade, e sim por morar em outra cidade... Nossa querida São Paulo. Loooonngeee... Ou, podemos dizer que eu estou longe. Enfim, estou longe dela e é foda.

Ainda mais que hoje, minha querida mamãe resolveu fazer uma tertulia. Uma espécie de baile para casais, com músicas amorosas.... Tipo "Não quero te perder", "Você é meu amor"...

Vai doer no meu coração, digo, no lugar onde ele estava. Vou apenas sentir o vazio de um dia que poderia nunca terminar... De um dia que o amor iria colorir as calçadas e mesas que iremos namorar. (Sei, sei... fui brega! O amor é lindo e não tem jeito, isso aconteceria mesmo).

Só quero dizer: Patricia, meu bê, eu te amo demais! Não quero mais estar longe de você, preciso de ti pertinho de mim. Queria muito estar nos dois, no nosso abraço, nosso beijo, nosso amor, longe de tudo, só eu e você. Te Amo Demais!

*Só Roberto Carlos, só...
"Eu voltei, quero voltar... quero voltar pra ficar perto de ti, Meu Amor!

Saturday, May 29, 2010

Praia do Presente

Não sei mesmo do que estou falando.
Às vezes, raramente, acho que sei do que estou falando.
Se me pedisse pra falar sobre alguma coisa que existe e que lhe fascina, não saberia dizer nada. Ou melhor, uma simples pergunta de 'sim ou não' me faria ficar em dúvida. O tempo vai passando, mostrando o que fizemos e o que precisamos mudar o futuro, o mundo, salvar as rosas... Começe apedrejando o Florista! Enfim, fica enchendo nossa cabeça de "Mova-se!" Que deve achar algo... Que porra de algo é esse?! O que você busca?! Sobreviver? Ficar rico? Carro? Apartamento? Ahhh, já não sei mais o que busco aqui. Não é minha praia dizer o que deve buscar ou o que fazer, minha praia é a do não saber nada. Ficar aqui nesse balanço do mar, nem vou lá pra dentro e nem volto pra areia. Quem sabe você não está aqui, né? É como dizem: "Se um pássaro pode falar, quem foi um dinossauro?".

Que bobagem que estou escrevendo... Relaxe, é um desabafo de P*** Nenhuma!
E ainda me falam de liberdade?! Ahhhhh...

Thursday, May 27, 2010

O Mundo é Foda!

Vou abrir o jogo, ok?!

Não sei porque estou escrevendo. Não pela ausência de motivos inspiradores, minha vida é movimentada. Ontem por exemplo, terminei minha monografia. O meu trabalho é a personificação do cotidiano, cada dia uma surpresa. Não deveria chamar de surpresa, ou muito menos pepino... Ele tem um desing desagradável. Ontem, bebi umas cervejas para comemorar o momento, afinal celebrar o fechamento de um trabalho que comecei em Agosto do Ano Passado é conveniente. Pena estar sozinho, mas recorri a lembranças de momentos com meu amor (Bê) e com a moçada. Queria aquele abraço, aquele beijo... E lamento que todo tipo de carinho e afeto venham acompanhados de pronomes demonstrativos. Distância é uma Merda!

E obviamente seria injustiça da minha parte dizer que no mundo não acontece nada. Poxa! A seleção chegou na África hoje. Uma greve de onibus está pra acontecer... Até o futuro eu vejo! Os Correios saíram da greve. Os franceses estão reclamando, e com razão, pelo aumento da idade para aposentadoria.

E ai? O Mundo é Foda ou não é?!

Saturday, May 01, 2010

Coração

Aprendi no colégio que o coração é um músculo humano, seu objetivo é fazer o sangue circular pelo corpo. Nessa circulação, o sangue transporta substâncias importantíssimas para a vida, como oxigênio. Porém, a vida me ensinou que nele guardamos nossos sentimentos, melhor dizendo: pessoas que fazem nosso mundo ser o lugar mais belo que existe.
Não conseguimos explicar como as pessoas que entram em nosso coração chegam até lá... Não é simpatia, ou qualquer outro adjetivo. Elas entram por algo que nunca será explicado. Pode ser geografia?! Sei lá... Digo, eu não sei explicar porque colocaria a mão no fogo, ou outras partes relevantes a minha sobrevivência por tais "moradores" de meu coração. Nem me dou o trabalho de investigar se estou em cada coração. Se estiver, você ganhará mais um abraço... Não tenho dinheiro, nem sou muito simpático, mas tento ser o meu melhor. Espero que meu melhor seja suficiente para me manter aqui... E também não perguntarei o porque estou aqui, apenas olharei para cima e direi: Muito Obrigado a você!

Acho que não sei do que estou falando... Talvez amor... Não sei explicar, tenho meus limites.

Um beijo!

Thursday, April 01, 2010

O treinador e uma preleção

Na mídia esportiva (quem não atribui esta a mídia futebolitica? Mas tudo bem...), digo, na mídia que trata de assunto ao futebol. Lá costumam falar da impotância do treinador, melhor dizendo do técnico.

Na verdade, os empresários tratam eles como os grandes salvadores da pátria. Um time que está em crise a mídia diz logo: "O técnico não tomou as decisões corretas e há divergências". Acho que eles querem dizer: "Ou ele ganha ou sái". Não ganhou e papocou.

Eu tenho a seguinte opinião: Rapaz, se o cara tem jogador bom, o que ele precisa dizer pros caras? Exemplo, o que o Dorival Júnior diz para Neymar, Ganso, André e toda aquela turma do time da Vila? É... Realmente, ele trabalha demais. Agora, dúvido o mesmo técnico fazer um trabalho semelhante, digo, classificar seu time para as finais de seu campeonato estadual e as outros resultados positivos no Icasa. Claro, claro! Você que lê pode dizer: "Ahh, o Rodrigo tá é doido!". Claro, sempre acho que estou ficando normal, nunca acho que estou endoidando. Mas, pense nisso...

Então, mais uma vez trago um capítulo da história do futebol em Messejana. No Ceará Brasil, time da Praçinha dos Colégios Estaduais José de Barcelos e Paulo Benevides, existia uma crise dessas, na qual o craque do time não tem feito a famosa DR com o alcool, onde o artilheiro está vivendo problemas matrimoniais. Opa! Traduzindo, o meia de ligação Neto está fazendo seu aquecimeto no Pebar, tomando três burrinhos durante a preleção e o artilheiro Baião, artilheiro pago com o baião-de-dois do Lucildo e famosos por seu trabalho na xérox do Seu Martiniano, estava com problemas na sua amancebação... Quais? Eu não sei. Pois bem, o patrocinador do time, Ivan da Lanhouse, chamou seu tio para dar uma orientação aos rapazes do Ceará Brasil.

Ivan chegou para seus patrocinados antes do jogo contra o Ajax da Paupina e disse: "Meu time, chamei meu tio para dar uma orientação pra vocês hoje". O time ansioso ao menos por um empate bateu palmas pela atitude de seu cartola.

Mas, quem era esse tio do Ivan? Por que chamá-lo? O tio do Ivan trabalhou na equipe que levou o Ceará ao seu segundo tetracampeonato, porém ninguem sabia que ele tinha sido o roupeiro do time, todos atribuiam apenas sua participação e sua proximidade com uma equipe repleta de grandes jogadores, como o autor do gol do tetra, o zagueiro Mário César. Infelizmente, ninguem se preocupou com o nome do "novo" treinador que estendeu a quantidade de sobrinhos.

Então, debaixo das mangueiras do estádio "Rampão", conhecido pela disputa de quem começa atacando pra que lado por seu um tanto desnivelado. Basicamente, era uma rampa escrota. Ou seja, quem ataca descendo tem mais vantagem do quem ataca subindo. O tio do Ivan se levantou de um mesinha instalada nas sombras das mangueiras, era um senhor de "bermuta" de jeans e uma blusa de botão com apenas um botão exercendo sua função... Era a personificação da confiança. Chegou perto dos rapazes, apoio seu braço no ombro do meia de lançamento Lourenço e disse: "Moçada, hoje o dia é diferente. Esse tempo nublado trouxe pra eles a nossa chegada, o "Rampão" vai ser nosso. (deu uma leve pausa, olhou para todos) Vocês sabem aquela música: "Esse jogo não é 1 a 1, se meu time perder eu mato um...", poisé é isso que quero vocês lutano pela bola, tá certo? Hoje, você de manga londa vai pro gol e o resto se espalha pelo campo... Os zagueiro como cachorro doido, mordendo todo mundo. Os laterias como côro de pica, indo e voltando sem parar, vai lá e pica os caras. Os cabeça de area pode descer a mão mesmo, dá tapa, puxa o olho, faz qualquer coisa pra parar a jogada. O pessoal da ligação só distribuindo como sorvetero na escola... E o ataque esse aí é que é chave... Gol, negada! Tem que ter gol!".

Claro, o time de alguma maneira se inspirou. Porém, seu zaguero-capitão Pimba perdeu no pár ou impár e o time começou atacando subindo. O primeiro tempo? 1 a 0 pro Ceará Brasil, já o segundo não teve gol, nada de distrbuição de sorvete, nada de puxar o olho, nem vai e vem, nem cachorro em campo. O Ajax, conhecedor do seu campo, fez 7 gols.

Então, o que dizer? O tio do Ivan ainda tentou acalmar os ânimos, mas sem sucesso. Apenas, esperar por mais xérox, baião, briga com a mulher e quem sabe talvez uma DR com o alcool. A frase celebre da "pósleção" do treinador foi: "Porra, o pneu da Kombi do Gôdo tá furado".


Obs: Ditos leitores, mais uma vez peço desculpas pelos descuidos com a língua.

Thursday, March 25, 2010

Papagaio, O Craque

Para muitos clubes internacionais, seus craques esbanjam habilidade, condição física, atitude, lideranças e diversas outras qualidades atléticas, e em alguns casos específicos, internacionais, essas aptidões englobam beleza e carisma "hollywoodianos".

Porém, existem as exceções: alguns jogadores se tornam ídolos por suas atitudes também fora de campo, como o Dadá, Túlio, Romário e uma série de outros craques.

Aqui em Messejana não é diferente, temos nosso craque. Muitos o chamam de "O Dono da História" e ele nem foi o 10 ou o 9 da equipe, ele foi simplesmente o número 17 do Salgado da Gama. Era goleador, mas seus gols não chegaram perto dos milhares do Rei Pelé. Fez poucos e decisivos gol. Papagaio era o nome da fera. Bem, raramente o número 17 designa a estrela de um time. Normalmente, é o 10, que foi de Pelé e Maradona, ou o 11 de Rivelino e Romário, ou o 9 de Batistuta e Ronaldo Fenômeno e tantos outros, mas 17 é raro sim. E ainda mais, quando você sabe que Papagaio não era titular. Ele estava sempre acima do peso, não tinha grande intimidade com a bola, até pra correr tinha dificuldade. Parecia correr mancando. Difícil descrever. Apesar das dificuldades, nunca nenhum médico se aproximou dele avaliar seu problema, até porque muitos diziam: "Qual é o problema dele?! Ele é perfeito desse jeito ai mesmo."

Barrigudo, dentura, pés de '15 pras 3' e bigode. Quando o jogo era fora de sua casa, fora de Messejana, a torcida adversária gritava: "Saí daí cagão!" ou "Gordão" ou tantos outros nomes feios. Porém, a orientação de seu técnico era apenas: "Faz teu jogo, macho!".

E qual poderia ser a jogada desse não-atleta?!
Oura... Papagaio ficava andando pela beirada da linha, abraçando os cotovelos pelas costas, com jeito de quem está observando a qualidade do gramado, como quem não quer nada e de olho no time adversário, o posicionamento, a habilidade, os nomes e principalmente nas vozes dos jogadores. Em outras palavras, estudando o jogo.

Quando era chamado pelo técnico e recebia sua orientação, ele entrava em campo já cansado, afinal a barriga só revela a falta de preparo físico. Então, ele ficava ali entre os zagueiros, atento ao jogo, sonso. Quando de repente a defesa do seu time dá um chutão pra frente, os zagueiros do time adversário correm pra bola a dominam e escutam a voz do companheiro pedindo a redondinha... E quando menos se espera, o mais improvável acontece e lá está Papagaio balançando a rede.

A torcida do time grita: "Tá louco ô fdp?", "Ahhhh zagueiro...", "Corno Safado". Acontece que o zagueiro simplesmente deu um passe, uma assistência para Papagaio marcar. Daí, revela-se o significado de "Papagaio, faz a tua jogada".

Quando ele estava fazendo em seu estudo pelo campo de jogo, ele vai decorando o timbre da voz de cada jogador do time adversário ou como a comunicação interna do time acontecia, e quando entrava em campo ele aplicava seu veneno. Papagaio sonso, bicho misterioso, tiro certeiro.

Ninguém imaginava, que o atacante Papagaio era um imitador nato, confundia as defesas como nenhum atacante, desconcertava qualquer time, pode botar qualquer um que ele resolve. Já ouvi história, de que times internacionais que falavam outra língua, francês, alemão, japonês e tantos outros caíram no talento desse grande jogador. Talento único! Que anos mais tarde, saiu do campo e foi para as cabines de rádio, cada jogo ele narrava como um narrador famoso. Um dia era Galvão, outro Luciano ou Silvio, enfim seu repertório era infinito, vozes, sonoplastias, instrumentos musicais, tudo que fazia som ele imitava. Seu slogan era: "Papagaio, sei a voz de todos e poucos sabem a minha".


Tuesday, March 16, 2010

Paixão pelo Time da Rua

Futebol do Subúrbio... Coloco em letra maiúscula pela importância desse evento. OUUra... Veja bem, o cara torce pelo Ceará, Fortaleza ou Ferroviário, dificilmente torce por outro time do estado. Ou seja, se ele se mudar pra outro estado é normal que adote um time grande, como Flamengo, Cortinthians, São Paulo e outros dali debaixo. E você pode perguntar: Por que ele faria isso?! Ora bolas, porque ele quer tirar aquela onda com o amigo que torce pelo adversário derrotado. Se torço Ceará e o meu time vencer o Fortaleza - Tricolor de Aço, é claro que vou avacalhar com meu colega. Quando o cara se muda a onda acompanha ele, porém com quem ele vai tirar?! Por isso, com certeza o cara deve adotar outro time.

Mas, milhões de KM desse papo complicado de rubro-negros, alvi-negros e tricolores, existe uma paixão muito maior, a interna. Exemplo, eu jogava em um time da Lagoa Redonda, representei este clube em algumas ocasiões. Algumas gloriosas, outras nem tanto. Porém, as cores do Uniclinic estavam vivas em meu coração. E com sinceridade, o nome do time não era legal, as cores também não (roxo e amarelo), mas eu tinha um sentimento carinhoso em relação ao time da Lagoa Redonda.

Claro, meu time não era um time de subúrbio, mas tinha algumas características semelhantes.

Se jogasse no Domingo ou no Sábado pelo Uniclinic e vencesse... Meu amigo, eu lá queria saber do resultado do Ceará ou Flamengo. O que importava que eu tinha feito gol, ou uma jogada massa e que no fim das contas eu tivesse saído com um resultado positivo, como diz o jogador de futebol.

Agora, imagine para o cara que trabalha durante a semana, seja como cozinheiro, eletricista, fiscal de atena da SKY, porteiro, pedreiro, ou qualquer outra função e no fim de semana ele joga pelo seu time. Se o time dele ganha a cachaça rola solta, a cavala frita, a tilápia, o feijãozim, enfim qualquer forma de comemoração. Então, a paixão pelo Leão, vovô ou Tubarão da Barra é deixada de lado, o que importa pra ele é alegria do gol sobre o Cearazim da Mem de Sá, ou sobre o Leãozinho da Capitão Santos, e por ai vai.


obs: Próximo Texto é sobre o Clássico Rei - Cearazim da Mem de Sá e Leãozinho da Capitão Santos.

Saturday, February 20, 2010

Os Haitianos de Messejana

Quando grandes catástrofes acontecem, costumamos ficar solidários as vítimas e ao sofrimento que se instala. Como o tsunami, a fome no continente africano, o terremoto na Itália e o mais recente terremoto no Haiti. E como são acontecimentos que abalam o mundo, esquecemos as nossas tragédias. A fome em nosso bairro, a crescente criminalidade na cidade, o descaso do governo e a pobreza presente em cada esquina.

É nessas horas que aparecem os heróis, seja o herói que traz comida, o herói da energia positiva, o que só de aparecer já leva a força de vontade e claro, aquele carrega consigo a esperança de um novo dia.

Por isso, que nós precisamos de exemplos para desperta a disposição do recomeçar. E um cara nunca será esquecido, pelo menos por alguns em Messejana. Todos os chamam de Zé Sobrinho, um fiscal de obras e limpeza da Prefeitura, que tem como... Essência diria... Mas, não garanto ser a palavra correta. Enfim, ele depois que conhece qualquer pessoa, imediantamente - como um reflexo, já a chama de "Moor", uma abreviação carinhosa do abençoado sentimento de amor. Zé Sobrinho deve ter seus 45 anos, cabelo branco sem pente, usa óculos engordurado da pele bronzeada e maltratada do sol de Fortaleza, mas com um sorriso de milionário no rosto.

Sua função é a de um fiscal, mas sua maneira de atuar é mais como um conselheiro, como um amigo que se dispõe a ajudar.

Ele é uma pessoa do povo, um cara que gosta de sentar em uma calçada e beber sua cachacinha no fim de tarde, depois de um curto dia de trabalho.

Para se conhecer Zé Sobrinho O "Moor", contarei este acontecido. Certo dia, Sobrinho estava bebendo com uns amigos, conversando sobre as aventuras da vida, sobre como conheceram suas esposas, a vida antes, do show de pagode do dia anterior, da festa na praia da Cofeco, enfim sobre os sentimentos da vida. Quando, seu celular toca. Ele olha, parece não reconhecer o número e pensa: "Poouuura, não queria pertubação agora...". Mas, mesmo assim ele atende a ligação.
- Alô?!
- Faaallaaaa mooor... Comé que tá?! Tá onde?!
A pressa na fala da pessoa é por conta da volatilidade dos créditos de um celular, álcool passa é mau nesse quesito.
- Rapaz, tou bebendo com us menino aqui na Mem de Sá... Por que?!
Do lado da linha percebe-se a necessidade, o pedido, a prece por uma ajuda divina.
- Não... É que a negada tá aqui e tals... - claramente, nota-se a necessidade na pele.
- viche! mas, acho que num vou ai não...
- Só o filé... valeu!
Nesse momento é que se identifica a diferença entre uma pessoa como Sobrinho. Assim que desligou, perguntaram:
- Quem era má?!
- Era os Rapaz ali da Oficina, perguntando aonde tava...
- E tu vai lá?
- É, não sei... Acho que não.
Em sua cabeça um sinal fica martelando, é a bondade, o ouvido escutando as preces de necessitados. E seu espírito de herói o faz pensar, e ele diz:
- Cara, tenho de ir comprar um négocio ali na fármacia.
- Pega ai o carro e vai lá... - diz um amigo oferecendo as chaves do carro.
- Não, macho, vou andando aqui...
Sua simplicidade domina as ruas, vai andando com a blusa no ombro, bermuda demais folgado, aparecendo o famoso cofre ou rêgo e uma havaina surrada. Nessa sua caminhada, ele vai pensando sobre o apêrreio dos rapaz da oficina. Sem nem se dar conta dos elogios, do pessoal da avenida Mem de Sá. Então, ele vai na fármacia comprar um rémedio indicado para o antes e o depois. E faz outra parada para levar a tão escassa esperança, levar sem saber que está levando um sentimento de renovação aos rapazes da oficina.

Enquato isso, na oficina os rapazes estão com aquele ar de fim de festa, aquele sentimento de interrogação na cabeça. "Por quê?" é a nova graxa, o novo pneu furado, ou carro enguiçado. E de repente, alguém bate no portão. Enxugando discretamente a lágrima, um dos rapazes vai até a porta atender. O que era discreto ultrapassou os limites do seu antônimo, lágrimas desceram como uma concretização de que as preces foram escutadas e atendidas. Sobrinho chega com 3 litros de cachaça, praticamente como um anjo, uma ação do dedo divino. Os Rapazes da Oficina abraçam o "moor", o elegem como "O Cara", pedem que ele fique, mas ninguém pode saber quem ele é uma figura divina. As pessoas tem de sentir sua divindade.

Um dos Rapazes da Oficina não parava de dizer: "Você é O Cara mermão, Você é o Cara...".

Thursday, February 18, 2010

Linha de Tiro

Dizem que nas prisões antigas não havia cerca, muro ou qualquer outro obstáculo para os presos. Apenas uma linha imaginaria, chamada linha de tiro. O intuito dessa linha era de situar os atiradores de plantão para qualquer tentativa de fuga. Ou seja, se tentasse fugir... Bala.

Hoje, acordei me sentindo numa prisão dessas. Me sentindo longe de tudo e de todos, sem prazer, sem amizade, sem companhia... Um desespero. Com a consciência de que as coisas não estão certas, claramente não estão, mas que você é incapaz a isso tudo.

Então, logo após ao acordar me deu vontade de correr pra essa linha de tiro, ver se ela realmente existe, ver aonde ela começa e saber como termina.

Thursday, January 14, 2010

Os Protetores

A mente humana cria diversas maneiras do individuo sentir segurança, do individuo acreditar. Algumas pessoas acreditam em deuses, outras não são pluralistas (só em um), já outras cultivam a mente e o espírito ligados pelo corpo.

No entanto, a crença nunca foi motivo de separação para nós brasileiros. Muito pelo contrario, em nosso país existem quarteirões e quadras lotadas de diferentes religiões. Um terreiro de Macumba não elimina uma Igreja Universal do mesmo CEP. Até que uma parte especifica da cidade ensinou as pessoas a rezarem, orarem, cultivarem, se dedicarem a apenas um desejo. Ensinou que todas as religiões podem acreditar na mesma força. O desejo de que eles sempre estejam entre nós, protegendo, afastando tudo de ruim e atraindo as melhores energias.

Eles são chamados por vários nomes, "Santos", "Divindades", "Deuses", "Sagrados", palavras que trazem significados colossais a pessoas e energias inexplicáveis aos olhos do cético. Porém, o nome de oração ficou como "Os Protetores".

Tudo por conta de milagres, acontecimentos, que percorrem a boca do povo, de ações realizadas por homens que salvaram a fé, que trouxeram de volta a capacidade de acreditar e o poder de sonhar.

Certo dia em frente ao Pau de Arara, clube característico a beira da rodovia que corta esse Brasilzão de Norte a Sul, a nossa BR - 116. Nesse dia, daqueles que a sensibilidade está no ar, praticamente wireless, daqueles dias de toró em Messejana. O Pau de Arara lotado, entupido como dizem, como era de se esperar uma confusão se instalou no clube... Uma briga generalizada! Gritos, Sirenes, Corre-Corre, desespero, vocalista gritando no microfone "Calma! Calma Gente!", a natureza falando sua língua através de raios e trovões, e mais uma serie de efeitos especiais saídos de uma misteriosa garrafa de cachaça. No meio disso tudo, um estampido, um barulho imperou nos ouvidos, uma imagem deu realidade ao inferno. Era de um homem baleado, seu corpo caiu de forma assutadora, mas se isso fosse um filme provavelmente seria em camera lenta. Seu corpo foi ao chão. Aos olhos de todos mais um homem morto sem motivo. Todos ficaram abismados, afinal não é todo dia que se vê alguém levando bala nos peitu.

Quando do nada, extamanete do nada, dois homens se aproximaram da vitima, meio atrapalhados e meio desequilibrados. Um segurava uma garrafa que tinha uma cor comum, mas havia algo diferente nela, parecia ilumianda por dentro, se destacava naquela escuridão, brilhava como algo sagrado e parecia ser extensão do corpo daquele homem. O outro tinha os olhos meio sonolentos, na verdade um olho parecia fechado e o outro estava a caminho de fechar, um sorriso ocupava seu rosto, sua dentição estava longe de ser completa, porém ele era a felicidade personificada, sorria e falava com o outro como se o orientasse. Ninguém entendia o que estava acontecendo, alguns acharam que eles eram amigos ou familiares da vitima. Mas, como explicar aquela brasilidade?! Enquanto o sorridente abraçava a vitima por trás e levantava sua cabeça, o outro abria sua boca e serviu o liquido que estava na garrafa, ai a compreensão foi embora. Quando de repente, o baleado se levantou, assustado, parecia que tinha caído de um caminhão, os dois homens ficaram parados apenas olhando a reação da vitima.

A multidão logo gritou: "É Milagre! É Milagre!". E correu pra cima dos três.

Os gritos e a multidão voando em cima dos três fez com que aqueles homens desaparecessem, ou quem sabe, apenas se massificaram.

Depois de algumas semanas cresceu o boato de que na Praçinha de Messejana, dois homens semelhantes aos do Pau de Arara fizeram outro milagre. Que foi o de fazer correr em desimbestamente deficientes físicos correndo o risco de serem violentados por jovens marginais. Dizem que um deles se aproximou dos três deficientes e disse: "Rapaz, tem uns caras vindo ali comendo o c* de todo mundo!". E outras historias de milagres foram surgindo, historias talvez aumentadas, quem sabe um dia uma teoria desminta os acontecimentos, mas quem sabe eles não são realmente o que dizem.

Eu, pessoalmente, nunca acreditei. Ouvi diversas historias e elas nunca me convenceram. Até que essa semana peguei a linha Grande Circular 1 e a velha loucura de sempre, a pressa de chegar logo, o trânsito caótico, ultrapassagens malucas, motoqueiros desafiando a morte, motoristas fazendo de tudo pra não cumprir as leis e a fiscalização eletrônica.

E de parada em parada, até que em uma parada qualquer dois homens sobem. Eu sstava displicente, com o pensamento distante e um momento me dei conta e dois homens, parentemente, homens da vida, desarrumados, um sorridente e tirando onda com o mais calado, ele dizia: "Olhai macho, como ele tá bebo!". O outro calado, com os olhos brilhantes, diria que era de beber cachaça, afinal ele tinha uma garrafa de Ypioca empalhada colada na mão. Que no balança {do mar?} do onibus o fez ir ao chão, uma queda boba. Uma mulher ao meu lado disse: "O bebo é tão safado que não solta a cachaça!".

Porém, uma paz deu sinal e subiu em nenhuma parada. Uma calmaria se instalou, preocupação não existia mais, o medo se ser assaltado desapareceu. Então, um estalo na minha cabeça. "O QUÊ?!?!?! SERÁ QUE SÃO ELES?!?! OS PROTETORES?!?!". E então me conta, a garrafa, os olhos preguiçosos, um calado e o outro falante e o desequilibrio. Conclui, são eles. Estou Protegido.

Claro, ninguém percebeu a paz que pagou inteira no popular Grande Circular.
Se acredito? Não sei...
Só acho que não custa nada ter dois bêbados próximo a você, afinal cada um tem sua fé.