Thursday, April 01, 2010

O treinador e uma preleção

Na mídia esportiva (quem não atribui esta a mídia futebolitica? Mas tudo bem...), digo, na mídia que trata de assunto ao futebol. Lá costumam falar da impotância do treinador, melhor dizendo do técnico.

Na verdade, os empresários tratam eles como os grandes salvadores da pátria. Um time que está em crise a mídia diz logo: "O técnico não tomou as decisões corretas e há divergências". Acho que eles querem dizer: "Ou ele ganha ou sái". Não ganhou e papocou.

Eu tenho a seguinte opinião: Rapaz, se o cara tem jogador bom, o que ele precisa dizer pros caras? Exemplo, o que o Dorival Júnior diz para Neymar, Ganso, André e toda aquela turma do time da Vila? É... Realmente, ele trabalha demais. Agora, dúvido o mesmo técnico fazer um trabalho semelhante, digo, classificar seu time para as finais de seu campeonato estadual e as outros resultados positivos no Icasa. Claro, claro! Você que lê pode dizer: "Ahh, o Rodrigo tá é doido!". Claro, sempre acho que estou ficando normal, nunca acho que estou endoidando. Mas, pense nisso...

Então, mais uma vez trago um capítulo da história do futebol em Messejana. No Ceará Brasil, time da Praçinha dos Colégios Estaduais José de Barcelos e Paulo Benevides, existia uma crise dessas, na qual o craque do time não tem feito a famosa DR com o alcool, onde o artilheiro está vivendo problemas matrimoniais. Opa! Traduzindo, o meia de ligação Neto está fazendo seu aquecimeto no Pebar, tomando três burrinhos durante a preleção e o artilheiro Baião, artilheiro pago com o baião-de-dois do Lucildo e famosos por seu trabalho na xérox do Seu Martiniano, estava com problemas na sua amancebação... Quais? Eu não sei. Pois bem, o patrocinador do time, Ivan da Lanhouse, chamou seu tio para dar uma orientação aos rapazes do Ceará Brasil.

Ivan chegou para seus patrocinados antes do jogo contra o Ajax da Paupina e disse: "Meu time, chamei meu tio para dar uma orientação pra vocês hoje". O time ansioso ao menos por um empate bateu palmas pela atitude de seu cartola.

Mas, quem era esse tio do Ivan? Por que chamá-lo? O tio do Ivan trabalhou na equipe que levou o Ceará ao seu segundo tetracampeonato, porém ninguem sabia que ele tinha sido o roupeiro do time, todos atribuiam apenas sua participação e sua proximidade com uma equipe repleta de grandes jogadores, como o autor do gol do tetra, o zagueiro Mário César. Infelizmente, ninguem se preocupou com o nome do "novo" treinador que estendeu a quantidade de sobrinhos.

Então, debaixo das mangueiras do estádio "Rampão", conhecido pela disputa de quem começa atacando pra que lado por seu um tanto desnivelado. Basicamente, era uma rampa escrota. Ou seja, quem ataca descendo tem mais vantagem do quem ataca subindo. O tio do Ivan se levantou de um mesinha instalada nas sombras das mangueiras, era um senhor de "bermuta" de jeans e uma blusa de botão com apenas um botão exercendo sua função... Era a personificação da confiança. Chegou perto dos rapazes, apoio seu braço no ombro do meia de lançamento Lourenço e disse: "Moçada, hoje o dia é diferente. Esse tempo nublado trouxe pra eles a nossa chegada, o "Rampão" vai ser nosso. (deu uma leve pausa, olhou para todos) Vocês sabem aquela música: "Esse jogo não é 1 a 1, se meu time perder eu mato um...", poisé é isso que quero vocês lutano pela bola, tá certo? Hoje, você de manga londa vai pro gol e o resto se espalha pelo campo... Os zagueiro como cachorro doido, mordendo todo mundo. Os laterias como côro de pica, indo e voltando sem parar, vai lá e pica os caras. Os cabeça de area pode descer a mão mesmo, dá tapa, puxa o olho, faz qualquer coisa pra parar a jogada. O pessoal da ligação só distribuindo como sorvetero na escola... E o ataque esse aí é que é chave... Gol, negada! Tem que ter gol!".

Claro, o time de alguma maneira se inspirou. Porém, seu zaguero-capitão Pimba perdeu no pár ou impár e o time começou atacando subindo. O primeiro tempo? 1 a 0 pro Ceará Brasil, já o segundo não teve gol, nada de distrbuição de sorvete, nada de puxar o olho, nem vai e vem, nem cachorro em campo. O Ajax, conhecedor do seu campo, fez 7 gols.

Então, o que dizer? O tio do Ivan ainda tentou acalmar os ânimos, mas sem sucesso. Apenas, esperar por mais xérox, baião, briga com a mulher e quem sabe talvez uma DR com o alcool. A frase celebre da "pósleção" do treinador foi: "Porra, o pneu da Kombi do Gôdo tá furado".


Obs: Ditos leitores, mais uma vez peço desculpas pelos descuidos com a língua.