Thursday, February 21, 2013

Vencedor do Galleto Galã conquista Mundo da Moda

Não é do conhecimento do público, mas concurso messejanense de beleza revela modelos projeção internacional

- Você conhece James Raimundo? - pergunto para uma jovem messejanense
- CLAAAROO! Quem não conhece aquele Deus Grego?!?!
- Sabia que ele é um Deus Messejanense?

As reações acabam se resumindo a uma só. "Meeeentira!". Porém, é uma realidade. Pouquíssimas pessoas sabem que o bonitão, um dos modelos mais desejados do mundo, é messejanense e revelado no Galleto Galã de 2002. Em recente pesquisa realizada pela revista norte americana Vogue, James Raimundo está entre os homens mais sexys do universo. "Na Itália, sou conhecido como Iracemo, O Índio do Torax de Mel. É uma verdadeira honra pra mim". Revelado pelo concurso de maior projeção nacional (não reconhecido pelas revistas de moda do sul e sudeste do país), ele se diz honrado de ser de Messejana. 

A revista francesa Jalouse em matéria especial sobre os modelos mais desejados do mundo chama James de "un homme de rêve de chaque femme", ou seja, um homem do sonhos de toda mulher. Pra começo do sonho feminino, James não é casado, decidiu aproveitar a vida até achar a mulher de seus sonhos, vive em Milão e diz que não se sente em casa desde que saiu de Messejana em busca da realização profissional. "É como diz meu cantor favorito, Fagner. 'Quem sai da sua terra natal, em outro canto não pára'. Moro aqui por questão de trabalho, mas se pudesse mesmo. Estava todo dia pegando o Messejana Expresso/BRNOVA para ir ao centro e Praça do Ferreira. Ainda é meu passeio predileto!". 

Pergunto para ele: "E James, o que foi ganhar o Galleto Galã em 2004?". Ele responde com os olhos cheio d´água, emocionado, tocado e com felicidade em seu sorriso de bilhões de Euros: "Rapaz, foi tudo pra minha carreira! Assim que desci do palco, percebi sem perceber que minha vida mudaria. Uma francesa, caçadora de talentos, colocou uma algema no meu braço e em seu braço e disse algo que nunca entendi.  Daí, me levou até sua tradutora e ela traduziu que o que eu quisesse ela faria para me levar as passarelas do mundo. 'Milão e Paris estão a sua espera' falava a francesinha. Foi quando desmaiei pela primeira vez na vida" e caí na gargalhada. "Sei que em Messejana, em qualquer lugar do mundo na verdade, há belezas a serem exploradas. E não falo de beleza exterior, falo de beleza interior e só olhar com mais calma". 

James Raimundo é definitivamente um homem bonito. Educado e simpático trata todos com a mesma atenção, me apresentou seu enorme apartamento e diz que aproveita a vida como deve. "Sou uma pessoa extremamente feliz! Tenho meu dinheiro, minhas amantes e meu trabalho. É isso!" afirma com seu sorriso de contrato bilionário com as maiores marcas do mundo da moda, Dior, Givenchy, Giorgio Armani e outras. James é muito requisitado, milhares de estilistas querem ter o modelo em seus desfiles. Afinal, ainda hoje seu desfile no Galleto Galã de 2004 impressiona a todos. 

"É um homem!" afirma o estilista e fotógrafo alemão Karl Lagerfeld. E termino por aqui a coluna de hoje. 

**Em breve, farei a transcrição da entrevista. Agradeço a atenção. 

Sunday, February 17, 2013

De novo, Goethe

- Eu lembro quando escrevi isso. E muitos repetem, até você. "O belo é raro".
- Olha, Seu Goethe, ele é tão raro que passei 27 anos pra achar.
- Mas, achou!!
- Sim!!! Faço parte de uma minoria mundial. Pessoas que vivem na felicidade plena.
- Ahhh, claro. Isso por causa de Dona Raisa Christina, não é?
- Precisamente, Seu Goethe!!

Saturday, February 16, 2013

Thursday, February 14, 2013

Um diálogo para atravancar o futuro

- La guerra revolucionaria es la guerra de las masas, y sólo puede realizarse movilizando a las masas y apoyándose en ellas.
- Então, qual é a verdadeira Muralha de Ferro? 

"O belo é raro" - Goethe

"Por onde andam todos aqueles cavalos russo?"
Resolvi escrever uma loucura e não sabia por onde começar.

Buril do Ourives

Dois arco-íris ao meu redor
Sair escrevendo sem destino, sem rumo
Lá é um tempo que...
O verde-ouro dentro de nós
O Céu hoje à noite?
A Estrela Cadente de cada dia
O Tesouro dos Mapas
Telúrio
Eu e as nuvens vermelhas
Mais uma vez
Palavras ao vento
Eu nado é no Mar
...pertence ao grupo 16 da classificação periódica dos elementos.

Breves Palavras sobre Evandro d´Paula Cabeleireiros

Sem sombras de dúvidas é o maior estético deste país. Além de habilidades repaginadoras, Evandro, é um grande filósofo e sociólogo. Viveu em mais de 15 países, dormiu em praças, comeu camelos, galinhas, formigas, papagaios e papel cor de rosa. Para ele, Messejana é Vida. Para ele, seus clientes são feitos de ouro. Para ele, cada cabelo é um cabelo. E diz mais, "Não aguento cabelo feio!". E sempre, sempre, fala: "E digo mais, sou o que sou. Doa a quem doer".


Thursday, February 07, 2013

A Sereia dos meus Olhos

Um oceano desperta toda vez que te vejo. Vejo nuvens correndo para o mar, loucas. Ventos sopram, sopram tudo que podem. Cadeiras, Jarros, Plantas, Portas. Meu coração bate forte, quer sair pela boca. Vejo dunas se movendo, cruzando o Atlântico. Coqueiros balançam iluminados pela Lua e pelo Sol. Fortaleza, Ceará. Vejo um sorriso, um sorriso largo a distância. Um ser humano enlouquece de alegria. Alegria que faz cantar, que faz dançar, que faz correr pelas ruas gritando, que faz escrever, que faz ronronar. Sim, ruído contínuo que o gato faz com a garganta, quando descansa. Cangote. Posso olhar para o céu e ver exatamente a sua constelação. Aquela que levo dentro do meu coração todas as noites. Os olhos, a boca, o nariz, tudo brilhante. Tudo piscante em mil cores. Como dizia o chinesinho pequeno: "Olha, pai, olha!! Tá azul! Agora, pai! Olha, Olha!! Tá vermelho! Olha, pai, mudou!!! Pela Amor de Deus, olha!! Olha! Tá amarelo, né?!". Uma lembrança eterna do passado que não tive e sempre desejo ter desde que ti 'conhici', desde que comia os cajus verdes e folhas de sirigueleiras.  


Wednesday, February 06, 2013

O futuro tinha reservado um feixe de melhores...

Os intelectuais que me explodam, mas eu mando pra 'baxa-da-égua' mesmo. Se não mandasse, eu deveria mandar.

O Espadachim da Messejana

- Olha aquele 'fila' da puta, Rúdrigue! Tu tá vendo isso?!?!
- Aonde Seu Salomão?!
- Aí rapaz... Metendo a faca nas árvores!!!
Logo eu que sou um amante do Meio Ambiente, procurei o 'fila da puta' a quem se referia meu vizinho, vizinho de muro. Observo o 'elogiado' e tento entender a ira que tomou de conta do Seu Salomão, homem que tem 179 postos de combustível espalhados por toda Messejana. Era apenas um menino. Um menino 10, 11 ou 12 anos de idade, acompanhado pela irmã mais velha e pela mãe. A mãe vinha num passo aperriado, segurava com o braço direito uma sacola enorme e o rosto transmitia o peso que ela carregava. A irmã vinha saltitante com uma boneca, estilo Barbie, na mão. O 'fila' da puta vinha segurando um pedaço de madeira de ponta fina, como uma espada onde o sangue era cal. (Quem sabe, utilizado apenas para misturar essa substância em alguma obra, ou muro. Aqui em Messejana é construindo direto!) O garoto vinha disputando pequenos 'rounds' com as árvores da Rua Chico França (Guarujá). Em cada um, a luta era ferrenha. "TCHÁ! TCHÚN! AÍÍ! Vou te pegar, safado!!! AHHHHHH!", outras: "TOMA!! AARÁÁ!! PEGUEI!!! TUCHÊÊ, MEU AMIGO!". E assim prosseguia. Sua mãe, que por meio da Associação Internacional de Esgrima, gritava: "BORA FRANCISCO CÉSAR! DEIXA DE FRESCURA!".

Seu Salomão viu aquilo como uma agressão desmedida, como um desrespeito a sua pessoa que vive sentada na calça a ver carros passando a toda velocidade. Carros que vão tomando de asfalto as ruas, as calçadas, carros que vão com sede de pedestre pelas ruas, pelas ruas de um bairro onde uma índia tomava banho nua em sua lagoa. "Era uma vez um bairro..." veio em minha cabeça. Seu Salomão, homem poderoso, de posse, como se dizia, como se falava... "Como se falava". Não se fala mais assim. Nem se vive mais assim. Tenho sim, tenho saudade onde eu podia cair no meio da rua de areia batida sem temer que um carro passe por cima de mim. Tenho sim, tenho saudade sim. Lembro que escutei a voz desse mesmo homem, voz bonita que cantava: "Minha Messejana, Minha Messejana, eu tenho saudade de você. Saudade daquela índia, daquele índia dos lábios mais doce que o favo da Jati, daquela índia que não vem mais por aqui". Devia ser um sambinha, eu realmente não lembro da melodia. É, foi-se o tempo...

Olho para este futuro Espadachim da Messejana e penso: "Taca o pau, Menino!!!"