Saturday, April 24, 2010
Thursday, April 01, 2010
O treinador e uma preleção
Na mídia esportiva (quem não atribui esta a mídia futebolitica? Mas tudo bem...), digo, na mídia que trata de assunto ao futebol. Lá costumam falar da impotância do treinador, melhor dizendo do técnico.
Na verdade, os empresários tratam eles como os grandes salvadores da pátria. Um time que está em crise a mídia diz logo: "O técnico não tomou as decisões corretas e há divergências". Acho que eles querem dizer: "Ou ele ganha ou sái". Não ganhou e papocou.
Eu tenho a seguinte opinião: Rapaz, se o cara tem jogador bom, o que ele precisa dizer pros caras? Exemplo, o que o Dorival Júnior diz para Neymar, Ganso, André e toda aquela turma do time da Vila? É... Realmente, ele trabalha demais. Agora, dúvido o mesmo técnico fazer um trabalho semelhante, digo, classificar seu time para as finais de seu campeonato estadual e as outros resultados positivos no Icasa. Claro, claro! Você que lê pode dizer: "Ahh, o Rodrigo tá é doido!". Claro, sempre acho que estou ficando normal, nunca acho que estou endoidando. Mas, pense nisso...
Então, mais uma vez trago um capítulo da história do futebol em Messejana. No Ceará Brasil, time da Praçinha dos Colégios Estaduais José de Barcelos e Paulo Benevides, existia uma crise dessas, na qual o craque do time não tem feito a famosa DR com o alcool, onde o artilheiro está vivendo problemas matrimoniais. Opa! Traduzindo, o meia de ligação Neto está fazendo seu aquecimeto no Pebar, tomando três burrinhos durante a preleção e o artilheiro Baião, artilheiro pago com o baião-de-dois do Lucildo e famosos por seu trabalho na xérox do Seu Martiniano, estava com problemas na sua amancebação... Quais? Eu não sei. Pois bem, o patrocinador do time, Ivan da Lanhouse, chamou seu tio para dar uma orientação aos rapazes do Ceará Brasil.
Ivan chegou para seus patrocinados antes do jogo contra o Ajax da Paupina e disse: "Meu time, chamei meu tio para dar uma orientação pra vocês hoje". O time ansioso ao menos por um empate bateu palmas pela atitude de seu cartola.
Mas, quem era esse tio do Ivan? Por que chamá-lo? O tio do Ivan trabalhou na equipe que levou o Ceará ao seu segundo tetracampeonato, porém ninguem sabia que ele tinha sido o roupeiro do time, todos atribuiam apenas sua participação e sua proximidade com uma equipe repleta de grandes jogadores, como o autor do gol do tetra, o zagueiro Mário César. Infelizmente, ninguem se preocupou com o nome do "novo" treinador que estendeu a quantidade de sobrinhos.
Então, debaixo das mangueiras do estádio "Rampão", conhecido pela disputa de quem começa atacando pra que lado por seu um tanto desnivelado. Basicamente, era uma rampa escrota. Ou seja, quem ataca descendo tem mais vantagem do quem ataca subindo. O tio do Ivan se levantou de um mesinha instalada nas sombras das mangueiras, era um senhor de "bermuta" de jeans e uma blusa de botão com apenas um botão exercendo sua função... Era a personificação da confiança. Chegou perto dos rapazes, apoio seu braço no ombro do meia de lançamento Lourenço e disse: "Moçada, hoje o dia é diferente. Esse tempo nublado trouxe pra eles a nossa chegada, o "Rampão" vai ser nosso. (deu uma leve pausa, olhou para todos) Vocês sabem aquela música: "Esse jogo não é 1 a 1, se meu time perder eu mato um...", poisé é isso que quero vocês lutano pela bola, tá certo? Hoje, você de manga londa vai pro gol e o resto se espalha pelo campo... Os zagueiro como cachorro doido, mordendo todo mundo. Os laterias como côro de pica, indo e voltando sem parar, vai lá e pica os caras. Os cabeça de area pode descer a mão mesmo, dá tapa, puxa o olho, faz qualquer coisa pra parar a jogada. O pessoal da ligação só distribuindo como sorvetero na escola... E o ataque esse aí é que é chave... Gol, negada! Tem que ter gol!".
Claro, o time de alguma maneira se inspirou. Porém, seu zaguero-capitão Pimba perdeu no pár ou impár e o time começou atacando subindo. O primeiro tempo? 1 a 0 pro Ceará Brasil, já o segundo não teve gol, nada de distrbuição de sorvete, nada de puxar o olho, nem vai e vem, nem cachorro em campo. O Ajax, conhecedor do seu campo, fez 7 gols.
Então, o que dizer? O tio do Ivan ainda tentou acalmar os ânimos, mas sem sucesso. Apenas, esperar por mais xérox, baião, briga com a mulher e quem sabe talvez uma DR com o alcool. A frase celebre da "pósleção" do treinador foi: "Porra, o pneu da Kombi do Gôdo tá furado".
Obs: Ditos leitores, mais uma vez peço desculpas pelos descuidos com a língua.
Na verdade, os empresários tratam eles como os grandes salvadores da pátria. Um time que está em crise a mídia diz logo: "O técnico não tomou as decisões corretas e há divergências". Acho que eles querem dizer: "Ou ele ganha ou sái". Não ganhou e papocou.
Eu tenho a seguinte opinião: Rapaz, se o cara tem jogador bom, o que ele precisa dizer pros caras? Exemplo, o que o Dorival Júnior diz para Neymar, Ganso, André e toda aquela turma do time da Vila? É... Realmente, ele trabalha demais. Agora, dúvido o mesmo técnico fazer um trabalho semelhante, digo, classificar seu time para as finais de seu campeonato estadual e as outros resultados positivos no Icasa. Claro, claro! Você que lê pode dizer: "Ahh, o Rodrigo tá é doido!". Claro, sempre acho que estou ficando normal, nunca acho que estou endoidando. Mas, pense nisso...
Então, mais uma vez trago um capítulo da história do futebol em Messejana. No Ceará Brasil, time da Praçinha dos Colégios Estaduais José de Barcelos e Paulo Benevides, existia uma crise dessas, na qual o craque do time não tem feito a famosa DR com o alcool, onde o artilheiro está vivendo problemas matrimoniais. Opa! Traduzindo, o meia de ligação Neto está fazendo seu aquecimeto no Pebar, tomando três burrinhos durante a preleção e o artilheiro Baião, artilheiro pago com o baião-de-dois do Lucildo e famosos por seu trabalho na xérox do Seu Martiniano, estava com problemas na sua amancebação... Quais? Eu não sei. Pois bem, o patrocinador do time, Ivan da Lanhouse, chamou seu tio para dar uma orientação aos rapazes do Ceará Brasil.
Ivan chegou para seus patrocinados antes do jogo contra o Ajax da Paupina e disse: "Meu time, chamei meu tio para dar uma orientação pra vocês hoje". O time ansioso ao menos por um empate bateu palmas pela atitude de seu cartola.
Mas, quem era esse tio do Ivan? Por que chamá-lo? O tio do Ivan trabalhou na equipe que levou o Ceará ao seu segundo tetracampeonato, porém ninguem sabia que ele tinha sido o roupeiro do time, todos atribuiam apenas sua participação e sua proximidade com uma equipe repleta de grandes jogadores, como o autor do gol do tetra, o zagueiro Mário César. Infelizmente, ninguem se preocupou com o nome do "novo" treinador que estendeu a quantidade de sobrinhos.
Então, debaixo das mangueiras do estádio "Rampão", conhecido pela disputa de quem começa atacando pra que lado por seu um tanto desnivelado. Basicamente, era uma rampa escrota. Ou seja, quem ataca descendo tem mais vantagem do quem ataca subindo. O tio do Ivan se levantou de um mesinha instalada nas sombras das mangueiras, era um senhor de "bermuta" de jeans e uma blusa de botão com apenas um botão exercendo sua função... Era a personificação da confiança. Chegou perto dos rapazes, apoio seu braço no ombro do meia de lançamento Lourenço e disse: "Moçada, hoje o dia é diferente. Esse tempo nublado trouxe pra eles a nossa chegada, o "Rampão" vai ser nosso. (deu uma leve pausa, olhou para todos) Vocês sabem aquela música: "Esse jogo não é 1 a 1, se meu time perder eu mato um...", poisé é isso que quero vocês lutano pela bola, tá certo? Hoje, você de manga londa vai pro gol e o resto se espalha pelo campo... Os zagueiro como cachorro doido, mordendo todo mundo. Os laterias como côro de pica, indo e voltando sem parar, vai lá e pica os caras. Os cabeça de area pode descer a mão mesmo, dá tapa, puxa o olho, faz qualquer coisa pra parar a jogada. O pessoal da ligação só distribuindo como sorvetero na escola... E o ataque esse aí é que é chave... Gol, negada! Tem que ter gol!".
Claro, o time de alguma maneira se inspirou. Porém, seu zaguero-capitão Pimba perdeu no pár ou impár e o time começou atacando subindo. O primeiro tempo? 1 a 0 pro Ceará Brasil, já o segundo não teve gol, nada de distrbuição de sorvete, nada de puxar o olho, nem vai e vem, nem cachorro em campo. O Ajax, conhecedor do seu campo, fez 7 gols.
Então, o que dizer? O tio do Ivan ainda tentou acalmar os ânimos, mas sem sucesso. Apenas, esperar por mais xérox, baião, briga com a mulher e quem sabe talvez uma DR com o alcool. A frase celebre da "pósleção" do treinador foi: "Porra, o pneu da Kombi do Gôdo tá furado".
Obs: Ditos leitores, mais uma vez peço desculpas pelos descuidos com a língua.
Thursday, March 25, 2010
Papagaio, O Craque
Para muitos clubes internacionais, seus craques esbanjam habilidade, condição física, atitude, lideranças e diversas outras qualidades atléticas, e em alguns casos específicos, internacionais, essas aptidões englobam beleza e carisma "hollywoodianos".
Porém, existem as exceções: alguns jogadores se tornam ídolos por suas atitudes também fora de campo, como o Dadá, Túlio, Romário e uma série de outros craques.
Aqui em Messejana não é diferente, temos nosso craque. Muitos o chamam de "O Dono da História" e ele nem foi o 10 ou o 9 da equipe, ele foi simplesmente o número 17 do Salgado da Gama. Era goleador, mas seus gols não chegaram perto dos milhares do Rei Pelé. Fez poucos e decisivos gol. Papagaio era o nome da fera. Bem, raramente o número 17 designa a estrela de um time. Normalmente, é o 10, que foi de Pelé e Maradona, ou o 11 de Rivelino e Romário, ou o 9 de Batistuta e Ronaldo Fenômeno e tantos outros, mas 17 é raro sim. E ainda mais, quando você sabe que Papagaio não era titular. Ele estava sempre acima do peso, não tinha grande intimidade com a bola, até pra correr tinha dificuldade. Parecia correr mancando. Difícil descrever. Apesar das dificuldades, nunca nenhum médico se aproximou dele avaliar seu problema, até porque muitos diziam: "Qual é o problema dele?! Ele é perfeito desse jeito ai mesmo."
Barrigudo, dentura, pés de '15 pras 3' e bigode. Quando o jogo era fora de sua casa, fora de Messejana, a torcida adversária gritava: "Saí daí cagão!" ou "Gordão" ou tantos outros nomes feios. Porém, a orientação de seu técnico era apenas: "Faz teu jogo, macho!".
E qual poderia ser a jogada desse não-atleta?!
Oura... Papagaio ficava andando pela beirada da linha, abraçando os cotovelos pelas costas, com jeito de quem está observando a qualidade do gramado, como quem não quer nada e de olho no time adversário, o posicionamento, a habilidade, os nomes e principalmente nas vozes dos jogadores. Em outras palavras, estudando o jogo.
Quando era chamado pelo técnico e recebia sua orientação, ele entrava em campo já cansado, afinal a barriga só revela a falta de preparo físico. Então, ele ficava ali entre os zagueiros, atento ao jogo, sonso. Quando de repente a defesa do seu time dá um chutão pra frente, os zagueiros do time adversário correm pra bola a dominam e escutam a voz do companheiro pedindo a redondinha... E quando menos se espera, o mais improvável acontece e lá está Papagaio balançando a rede.
A torcida do time grita: "Tá louco ô fdp?", "Ahhhh zagueiro...", "Corno Safado". Acontece que o zagueiro simplesmente deu um passe, uma assistência para Papagaio marcar. Daí, revela-se o significado de "Papagaio, faz a tua jogada".
Quando ele estava fazendo em seu estudo pelo campo de jogo, ele vai decorando o timbre da voz de cada jogador do time adversário ou como a comunicação interna do time acontecia, e quando entrava em campo ele aplicava seu veneno. Papagaio sonso, bicho misterioso, tiro certeiro.
Ninguém imaginava, que o atacante Papagaio era um imitador nato, confundia as defesas como nenhum atacante, desconcertava qualquer time, pode botar qualquer um que ele resolve. Já ouvi história, de que times internacionais que falavam outra língua, francês, alemão, japonês e tantos outros caíram no talento desse grande jogador. Talento único! Que anos mais tarde, saiu do campo e foi para as cabines de rádio, cada jogo ele narrava como um narrador famoso. Um dia era Galvão, outro Luciano ou Silvio, enfim seu repertório era infinito, vozes, sonoplastias, instrumentos musicais, tudo que fazia som ele imitava. Seu slogan era: "Papagaio, sei a voz de todos e poucos sabem a minha".
Porém, existem as exceções: alguns jogadores se tornam ídolos por suas atitudes também fora de campo, como o Dadá, Túlio, Romário e uma série de outros craques.
Aqui em Messejana não é diferente, temos nosso craque. Muitos o chamam de "O Dono da História" e ele nem foi o 10 ou o 9 da equipe, ele foi simplesmente o número 17 do Salgado da Gama. Era goleador, mas seus gols não chegaram perto dos milhares do Rei Pelé. Fez poucos e decisivos gol. Papagaio era o nome da fera. Bem, raramente o número 17 designa a estrela de um time. Normalmente, é o 10, que foi de Pelé e Maradona, ou o 11 de Rivelino e Romário, ou o 9 de Batistuta e Ronaldo Fenômeno e tantos outros, mas 17 é raro sim. E ainda mais, quando você sabe que Papagaio não era titular. Ele estava sempre acima do peso, não tinha grande intimidade com a bola, até pra correr tinha dificuldade. Parecia correr mancando. Difícil descrever. Apesar das dificuldades, nunca nenhum médico se aproximou dele avaliar seu problema, até porque muitos diziam: "Qual é o problema dele?! Ele é perfeito desse jeito ai mesmo."
Barrigudo, dentura, pés de '15 pras 3' e bigode. Quando o jogo era fora de sua casa, fora de Messejana, a torcida adversária gritava: "Saí daí cagão!" ou "Gordão" ou tantos outros nomes feios. Porém, a orientação de seu técnico era apenas: "Faz teu jogo, macho!".
E qual poderia ser a jogada desse não-atleta?!
Oura... Papagaio ficava andando pela beirada da linha, abraçando os cotovelos pelas costas, com jeito de quem está observando a qualidade do gramado, como quem não quer nada e de olho no time adversário, o posicionamento, a habilidade, os nomes e principalmente nas vozes dos jogadores. Em outras palavras, estudando o jogo.
Quando era chamado pelo técnico e recebia sua orientação, ele entrava em campo já cansado, afinal a barriga só revela a falta de preparo físico. Então, ele ficava ali entre os zagueiros, atento ao jogo, sonso. Quando de repente a defesa do seu time dá um chutão pra frente, os zagueiros do time adversário correm pra bola a dominam e escutam a voz do companheiro pedindo a redondinha... E quando menos se espera, o mais improvável acontece e lá está Papagaio balançando a rede.
A torcida do time grita: "Tá louco ô fdp?", "Ahhhh zagueiro...", "Corno Safado". Acontece que o zagueiro simplesmente deu um passe, uma assistência para Papagaio marcar. Daí, revela-se o significado de "Papagaio, faz a tua jogada".
Quando ele estava fazendo em seu estudo pelo campo de jogo, ele vai decorando o timbre da voz de cada jogador do time adversário ou como a comunicação interna do time acontecia, e quando entrava em campo ele aplicava seu veneno. Papagaio sonso, bicho misterioso, tiro certeiro.
Ninguém imaginava, que o atacante Papagaio era um imitador nato, confundia as defesas como nenhum atacante, desconcertava qualquer time, pode botar qualquer um que ele resolve. Já ouvi história, de que times internacionais que falavam outra língua, francês, alemão, japonês e tantos outros caíram no talento desse grande jogador. Talento único! Que anos mais tarde, saiu do campo e foi para as cabines de rádio, cada jogo ele narrava como um narrador famoso. Um dia era Galvão, outro Luciano ou Silvio, enfim seu repertório era infinito, vozes, sonoplastias, instrumentos musicais, tudo que fazia som ele imitava. Seu slogan era: "Papagaio, sei a voz de todos e poucos sabem a minha".
Tuesday, March 16, 2010
Paixão pelo Time da Rua
Futebol do Subúrbio... Coloco em letra maiúscula pela importância desse evento. OUUra... Veja bem, o cara torce pelo Ceará, Fortaleza ou Ferroviário, dificilmente torce por outro time do estado. Ou seja, se ele se mudar pra outro estado é normal que adote um time grande, como Flamengo, Cortinthians, São Paulo e outros dali debaixo. E você pode perguntar: Por que ele faria isso?! Ora bolas, porque ele quer tirar aquela onda com o amigo que torce pelo adversário derrotado. Se torço Ceará e o meu time vencer o Fortaleza - Tricolor de Aço, é claro que vou avacalhar com meu colega. Quando o cara se muda a onda acompanha ele, porém com quem ele vai tirar?! Por isso, com certeza o cara deve adotar outro time.
Mas, milhões de KM desse papo complicado de rubro-negros, alvi-negros e tricolores, existe uma paixão muito maior, a interna. Exemplo, eu jogava em um time da Lagoa Redonda, representei este clube em algumas ocasiões. Algumas gloriosas, outras nem tanto. Porém, as cores do Uniclinic estavam vivas em meu coração. E com sinceridade, o nome do time não era legal, as cores também não (roxo e amarelo), mas eu tinha um sentimento carinhoso em relação ao time da Lagoa Redonda.
Claro, meu time não era um time de subúrbio, mas tinha algumas características semelhantes.
Se jogasse no Domingo ou no Sábado pelo Uniclinic e vencesse... Meu amigo, eu lá queria saber do resultado do Ceará ou Flamengo. O que importava que eu tinha feito gol, ou uma jogada massa e que no fim das contas eu tivesse saído com um resultado positivo, como diz o jogador de futebol.
Agora, imagine para o cara que trabalha durante a semana, seja como cozinheiro, eletricista, fiscal de atena da SKY, porteiro, pedreiro, ou qualquer outra função e no fim de semana ele joga pelo seu time. Se o time dele ganha a cachaça rola solta, a cavala frita, a tilápia, o feijãozim, enfim qualquer forma de comemoração. Então, a paixão pelo Leão, vovô ou Tubarão da Barra é deixada de lado, o que importa pra ele é alegria do gol sobre o Cearazim da Mem de Sá, ou sobre o Leãozinho da Capitão Santos, e por ai vai.
obs: Próximo Texto é sobre o Clássico Rei - Cearazim da Mem de Sá e Leãozinho da Capitão Santos.
Mas, milhões de KM desse papo complicado de rubro-negros, alvi-negros e tricolores, existe uma paixão muito maior, a interna. Exemplo, eu jogava em um time da Lagoa Redonda, representei este clube em algumas ocasiões. Algumas gloriosas, outras nem tanto. Porém, as cores do Uniclinic estavam vivas em meu coração. E com sinceridade, o nome do time não era legal, as cores também não (roxo e amarelo), mas eu tinha um sentimento carinhoso em relação ao time da Lagoa Redonda.
Claro, meu time não era um time de subúrbio, mas tinha algumas características semelhantes.
Se jogasse no Domingo ou no Sábado pelo Uniclinic e vencesse... Meu amigo, eu lá queria saber do resultado do Ceará ou Flamengo. O que importava que eu tinha feito gol, ou uma jogada massa e que no fim das contas eu tivesse saído com um resultado positivo, como diz o jogador de futebol.
Agora, imagine para o cara que trabalha durante a semana, seja como cozinheiro, eletricista, fiscal de atena da SKY, porteiro, pedreiro, ou qualquer outra função e no fim de semana ele joga pelo seu time. Se o time dele ganha a cachaça rola solta, a cavala frita, a tilápia, o feijãozim, enfim qualquer forma de comemoração. Então, a paixão pelo Leão, vovô ou Tubarão da Barra é deixada de lado, o que importa pra ele é alegria do gol sobre o Cearazim da Mem de Sá, ou sobre o Leãozinho da Capitão Santos, e por ai vai.
obs: Próximo Texto é sobre o Clássico Rei - Cearazim da Mem de Sá e Leãozinho da Capitão Santos.
Saturday, February 20, 2010
Os Haitianos de Messejana
Quando grandes catástrofes acontecem, costumamos ficar solidários as vítimas e ao sofrimento que se instala. Como o tsunami, a fome no continente africano, o terremoto na Itália e o mais recente terremoto no Haiti. E como são acontecimentos que abalam o mundo, esquecemos as nossas tragédias. A fome em nosso bairro, a crescente criminalidade na cidade, o descaso do governo e a pobreza presente em cada esquina.
É nessas horas que aparecem os heróis, seja o herói que traz comida, o herói da energia positiva, o que só de aparecer já leva a força de vontade e claro, aquele carrega consigo a esperança de um novo dia.
Por isso, que nós precisamos de exemplos para desperta a disposição do recomeçar. E um cara nunca será esquecido, pelo menos por alguns em Messejana. Todos os chamam de Zé Sobrinho, um fiscal de obras e limpeza da Prefeitura, que tem como... Essência diria... Mas, não garanto ser a palavra correta. Enfim, ele depois que conhece qualquer pessoa, imediantamente - como um reflexo, já a chama de "Moor", uma abreviação carinhosa do abençoado sentimento de amor. Zé Sobrinho deve ter seus 45 anos, cabelo branco sem pente, usa óculos engordurado da pele bronzeada e maltratada do sol de Fortaleza, mas com um sorriso de milionário no rosto.
Sua função é a de um fiscal, mas sua maneira de atuar é mais como um conselheiro, como um amigo que se dispõe a ajudar.
Ele é uma pessoa do povo, um cara que gosta de sentar em uma calçada e beber sua cachacinha no fim de tarde, depois de um curto dia de trabalho.
Para se conhecer Zé Sobrinho O "Moor", contarei este acontecido. Certo dia, Sobrinho estava bebendo com uns amigos, conversando sobre as aventuras da vida, sobre como conheceram suas esposas, a vida antes, do show de pagode do dia anterior, da festa na praia da Cofeco, enfim sobre os sentimentos da vida. Quando, seu celular toca. Ele olha, parece não reconhecer o número e pensa: "Poouuura, não queria pertubação agora...". Mas, mesmo assim ele atende a ligação.
- Alô?!
- Faaallaaaa mooor... Comé que tá?! Tá onde?!
A pressa na fala da pessoa é por conta da volatilidade dos créditos de um celular, álcool passa é mau nesse quesito.
- Rapaz, tou bebendo com us menino aqui na Mem de Sá... Por que?!
Do lado da linha percebe-se a necessidade, o pedido, a prece por uma ajuda divina.
- Não... É que a negada tá aqui e tals... - claramente, nota-se a necessidade na pele.
- viche! mas, acho que num vou ai não...
- Só o filé... valeu!
Nesse momento é que se identifica a diferença entre uma pessoa como Sobrinho. Assim que desligou, perguntaram:
- Quem era má?!
- Era os Rapaz ali da Oficina, perguntando aonde tava...
- E tu vai lá?
- É, não sei... Acho que não.
Em sua cabeça um sinal fica martelando, é a bondade, o ouvido escutando as preces de necessitados. E seu espírito de herói o faz pensar, e ele diz:
- Cara, tenho de ir comprar um négocio ali na fármacia.
- Pega ai o carro e vai lá... - diz um amigo oferecendo as chaves do carro.
- Não, macho, vou andando aqui...
Sua simplicidade domina as ruas, vai andando com a blusa no ombro, bermuda demais folgado, aparecendo o famoso cofre ou rêgo e uma havaina surrada. Nessa sua caminhada, ele vai pensando sobre o apêrreio dos rapaz da oficina. Sem nem se dar conta dos elogios, do pessoal da avenida Mem de Sá. Então, ele vai na fármacia comprar um rémedio indicado para o antes e o depois. E faz outra parada para levar a tão escassa esperança, levar sem saber que está levando um sentimento de renovação aos rapazes da oficina.
Enquato isso, na oficina os rapazes estão com aquele ar de fim de festa, aquele sentimento de interrogação na cabeça. "Por quê?" é a nova graxa, o novo pneu furado, ou carro enguiçado. E de repente, alguém bate no portão. Enxugando discretamente a lágrima, um dos rapazes vai até a porta atender. O que era discreto ultrapassou os limites do seu antônimo, lágrimas desceram como uma concretização de que as preces foram escutadas e atendidas. Sobrinho chega com 3 litros de cachaça, praticamente como um anjo, uma ação do dedo divino. Os Rapazes da Oficina abraçam o "moor", o elegem como "O Cara", pedem que ele fique, mas ninguém pode saber quem ele é uma figura divina. As pessoas tem de sentir sua divindade.
Um dos Rapazes da Oficina não parava de dizer: "Você é O Cara mermão, Você é o Cara...".
É nessas horas que aparecem os heróis, seja o herói que traz comida, o herói da energia positiva, o que só de aparecer já leva a força de vontade e claro, aquele carrega consigo a esperança de um novo dia.
Por isso, que nós precisamos de exemplos para desperta a disposição do recomeçar. E um cara nunca será esquecido, pelo menos por alguns em Messejana. Todos os chamam de Zé Sobrinho, um fiscal de obras e limpeza da Prefeitura, que tem como... Essência diria... Mas, não garanto ser a palavra correta. Enfim, ele depois que conhece qualquer pessoa, imediantamente - como um reflexo, já a chama de "Moor", uma abreviação carinhosa do abençoado sentimento de amor. Zé Sobrinho deve ter seus 45 anos, cabelo branco sem pente, usa óculos engordurado da pele bronzeada e maltratada do sol de Fortaleza, mas com um sorriso de milionário no rosto.
Sua função é a de um fiscal, mas sua maneira de atuar é mais como um conselheiro, como um amigo que se dispõe a ajudar.
Ele é uma pessoa do povo, um cara que gosta de sentar em uma calçada e beber sua cachacinha no fim de tarde, depois de um curto dia de trabalho.
Para se conhecer Zé Sobrinho O "Moor", contarei este acontecido. Certo dia, Sobrinho estava bebendo com uns amigos, conversando sobre as aventuras da vida, sobre como conheceram suas esposas, a vida antes, do show de pagode do dia anterior, da festa na praia da Cofeco, enfim sobre os sentimentos da vida. Quando, seu celular toca. Ele olha, parece não reconhecer o número e pensa: "Poouuura, não queria pertubação agora...". Mas, mesmo assim ele atende a ligação.
- Alô?!
- Faaallaaaa mooor... Comé que tá?! Tá onde?!
A pressa na fala da pessoa é por conta da volatilidade dos créditos de um celular, álcool passa é mau nesse quesito.
- Rapaz, tou bebendo com us menino aqui na Mem de Sá... Por que?!
Do lado da linha percebe-se a necessidade, o pedido, a prece por uma ajuda divina.
- Não... É que a negada tá aqui e tals... - claramente, nota-se a necessidade na pele.
- viche! mas, acho que num vou ai não...
- Só o filé... valeu!
Nesse momento é que se identifica a diferença entre uma pessoa como Sobrinho. Assim que desligou, perguntaram:
- Quem era má?!
- Era os Rapaz ali da Oficina, perguntando aonde tava...
- E tu vai lá?
- É, não sei... Acho que não.
Em sua cabeça um sinal fica martelando, é a bondade, o ouvido escutando as preces de necessitados. E seu espírito de herói o faz pensar, e ele diz:
- Cara, tenho de ir comprar um négocio ali na fármacia.
- Pega ai o carro e vai lá... - diz um amigo oferecendo as chaves do carro.
- Não, macho, vou andando aqui...
Sua simplicidade domina as ruas, vai andando com a blusa no ombro, bermuda demais folgado, aparecendo o famoso cofre ou rêgo e uma havaina surrada. Nessa sua caminhada, ele vai pensando sobre o apêrreio dos rapaz da oficina. Sem nem se dar conta dos elogios, do pessoal da avenida Mem de Sá. Então, ele vai na fármacia comprar um rémedio indicado para o antes e o depois. E faz outra parada para levar a tão escassa esperança, levar sem saber que está levando um sentimento de renovação aos rapazes da oficina.
Enquato isso, na oficina os rapazes estão com aquele ar de fim de festa, aquele sentimento de interrogação na cabeça. "Por quê?" é a nova graxa, o novo pneu furado, ou carro enguiçado. E de repente, alguém bate no portão. Enxugando discretamente a lágrima, um dos rapazes vai até a porta atender. O que era discreto ultrapassou os limites do seu antônimo, lágrimas desceram como uma concretização de que as preces foram escutadas e atendidas. Sobrinho chega com 3 litros de cachaça, praticamente como um anjo, uma ação do dedo divino. Os Rapazes da Oficina abraçam o "moor", o elegem como "O Cara", pedem que ele fique, mas ninguém pode saber quem ele é uma figura divina. As pessoas tem de sentir sua divindade.
Um dos Rapazes da Oficina não parava de dizer: "Você é O Cara mermão, Você é o Cara...".
Thursday, February 18, 2010
Linha de Tiro
Dizem que nas prisões antigas não havia cerca, muro ou qualquer outro obstáculo para os presos. Apenas uma linha imaginaria, chamada linha de tiro. O intuito dessa linha era de situar os atiradores de plantão para qualquer tentativa de fuga. Ou seja, se tentasse fugir... Bala.
Hoje, acordei me sentindo numa prisão dessas. Me sentindo longe de tudo e de todos, sem prazer, sem amizade, sem companhia... Um desespero. Com a consciência de que as coisas não estão certas, claramente não estão, mas que você é incapaz a isso tudo.
Então, logo após ao acordar me deu vontade de correr pra essa linha de tiro, ver se ela realmente existe, ver aonde ela começa e saber como termina.
Hoje, acordei me sentindo numa prisão dessas. Me sentindo longe de tudo e de todos, sem prazer, sem amizade, sem companhia... Um desespero. Com a consciência de que as coisas não estão certas, claramente não estão, mas que você é incapaz a isso tudo.
Então, logo após ao acordar me deu vontade de correr pra essa linha de tiro, ver se ela realmente existe, ver aonde ela começa e saber como termina.
Thursday, January 14, 2010
Os Protetores
A mente humana cria diversas maneiras do individuo sentir segurança, do individuo acreditar. Algumas pessoas acreditam em deuses, outras não são pluralistas (só em um), já outras cultivam a mente e o espírito ligados pelo corpo.
No entanto, a crença nunca foi motivo de separação para nós brasileiros. Muito pelo contrario, em nosso país existem quarteirões e quadras lotadas de diferentes religiões. Um terreiro de Macumba não elimina uma Igreja Universal do mesmo CEP. Até que uma parte especifica da cidade ensinou as pessoas a rezarem, orarem, cultivarem, se dedicarem a apenas um desejo. Ensinou que todas as religiões podem acreditar na mesma força. O desejo de que eles sempre estejam entre nós, protegendo, afastando tudo de ruim e atraindo as melhores energias.
Eles são chamados por vários nomes, "Santos", "Divindades", "Deuses", "Sagrados", palavras que trazem significados colossais a pessoas e energias inexplicáveis aos olhos do cético. Porém, o nome de oração ficou como "Os Protetores".
Tudo por conta de milagres, acontecimentos, que percorrem a boca do povo, de ações realizadas por homens que salvaram a fé, que trouxeram de volta a capacidade de acreditar e o poder de sonhar.
Certo dia em frente ao Pau de Arara, clube característico a beira da rodovia que corta esse Brasilzão de Norte a Sul, a nossa BR - 116. Nesse dia, daqueles que a sensibilidade está no ar, praticamente wireless, daqueles dias de toró em Messejana. O Pau de Arara lotado, entupido como dizem, como era de se esperar uma confusão se instalou no clube... Uma briga generalizada! Gritos, Sirenes, Corre-Corre, desespero, vocalista gritando no microfone "Calma! Calma Gente!", a natureza falando sua língua através de raios e trovões, e mais uma serie de efeitos especiais saídos de uma misteriosa garrafa de cachaça. No meio disso tudo, um estampido, um barulho imperou nos ouvidos, uma imagem deu realidade ao inferno. Era de um homem baleado, seu corpo caiu de forma assutadora, mas se isso fosse um filme provavelmente seria em camera lenta. Seu corpo foi ao chão. Aos olhos de todos mais um homem morto sem motivo. Todos ficaram abismados, afinal não é todo dia que se vê alguém levando bala nos peitu.
Quando do nada, extamanete do nada, dois homens se aproximaram da vitima, meio atrapalhados e meio desequilibrados. Um segurava uma garrafa que tinha uma cor comum, mas havia algo diferente nela, parecia ilumianda por dentro, se destacava naquela escuridão, brilhava como algo sagrado e parecia ser extensão do corpo daquele homem. O outro tinha os olhos meio sonolentos, na verdade um olho parecia fechado e o outro estava a caminho de fechar, um sorriso ocupava seu rosto, sua dentição estava longe de ser completa, porém ele era a felicidade personificada, sorria e falava com o outro como se o orientasse. Ninguém entendia o que estava acontecendo, alguns acharam que eles eram amigos ou familiares da vitima. Mas, como explicar aquela brasilidade?! Enquanto o sorridente abraçava a vitima por trás e levantava sua cabeça, o outro abria sua boca e serviu o liquido que estava na garrafa, ai a compreensão foi embora. Quando de repente, o baleado se levantou, assustado, parecia que tinha caído de um caminhão, os dois homens ficaram parados apenas olhando a reação da vitima.
A multidão logo gritou: "É Milagre! É Milagre!". E correu pra cima dos três.
Os gritos e a multidão voando em cima dos três fez com que aqueles homens desaparecessem, ou quem sabe, apenas se massificaram.
Depois de algumas semanas cresceu o boato de que na Praçinha de Messejana, dois homens semelhantes aos do Pau de Arara fizeram outro milagre. Que foi o de fazer correr em desimbestamente deficientes físicos correndo o risco de serem violentados por jovens marginais. Dizem que um deles se aproximou dos três deficientes e disse: "Rapaz, tem uns caras vindo ali comendo o c* de todo mundo!". E outras historias de milagres foram surgindo, historias talvez aumentadas, quem sabe um dia uma teoria desminta os acontecimentos, mas quem sabe eles não são realmente o que dizem.
Eu, pessoalmente, nunca acreditei. Ouvi diversas historias e elas nunca me convenceram. Até que essa semana peguei a linha Grande Circular 1 e a velha loucura de sempre, a pressa de chegar logo, o trânsito caótico, ultrapassagens malucas, motoqueiros desafiando a morte, motoristas fazendo de tudo pra não cumprir as leis e a fiscalização eletrônica.
E de parada em parada, até que em uma parada qualquer dois homens sobem. Eu sstava displicente, com o pensamento distante e um momento me dei conta e dois homens, parentemente, homens da vida, desarrumados, um sorridente e tirando onda com o mais calado, ele dizia: "Olhai macho, como ele tá bebo!". O outro calado, com os olhos brilhantes, diria que era de beber cachaça, afinal ele tinha uma garrafa de Ypioca empalhada colada na mão. Que no balança {do mar?} do onibus o fez ir ao chão, uma queda boba. Uma mulher ao meu lado disse: "O bebo é tão safado que não solta a cachaça!".
Porém, uma paz deu sinal e subiu em nenhuma parada. Uma calmaria se instalou, preocupação não existia mais, o medo se ser assaltado desapareceu. Então, um estalo na minha cabeça. "O QUÊ?!?!?! SERÁ QUE SÃO ELES?!?! OS PROTETORES?!?!". E então me conta, a garrafa, os olhos preguiçosos, um calado e o outro falante e o desequilibrio. Conclui, são eles. Estou Protegido.
Claro, ninguém percebeu a paz que pagou inteira no popular Grande Circular.
Se acredito? Não sei...
Só acho que não custa nada ter dois bêbados próximo a você, afinal cada um tem sua fé.
No entanto, a crença nunca foi motivo de separação para nós brasileiros. Muito pelo contrario, em nosso país existem quarteirões e quadras lotadas de diferentes religiões. Um terreiro de Macumba não elimina uma Igreja Universal do mesmo CEP. Até que uma parte especifica da cidade ensinou as pessoas a rezarem, orarem, cultivarem, se dedicarem a apenas um desejo. Ensinou que todas as religiões podem acreditar na mesma força. O desejo de que eles sempre estejam entre nós, protegendo, afastando tudo de ruim e atraindo as melhores energias.
Eles são chamados por vários nomes, "Santos", "Divindades", "Deuses", "Sagrados", palavras que trazem significados colossais a pessoas e energias inexplicáveis aos olhos do cético. Porém, o nome de oração ficou como "Os Protetores".
Tudo por conta de milagres, acontecimentos, que percorrem a boca do povo, de ações realizadas por homens que salvaram a fé, que trouxeram de volta a capacidade de acreditar e o poder de sonhar.
Certo dia em frente ao Pau de Arara, clube característico a beira da rodovia que corta esse Brasilzão de Norte a Sul, a nossa BR - 116. Nesse dia, daqueles que a sensibilidade está no ar, praticamente wireless, daqueles dias de toró em Messejana. O Pau de Arara lotado, entupido como dizem, como era de se esperar uma confusão se instalou no clube... Uma briga generalizada! Gritos, Sirenes, Corre-Corre, desespero, vocalista gritando no microfone "Calma! Calma Gente!", a natureza falando sua língua através de raios e trovões, e mais uma serie de efeitos especiais saídos de uma misteriosa garrafa de cachaça. No meio disso tudo, um estampido, um barulho imperou nos ouvidos, uma imagem deu realidade ao inferno. Era de um homem baleado, seu corpo caiu de forma assutadora, mas se isso fosse um filme provavelmente seria em camera lenta. Seu corpo foi ao chão. Aos olhos de todos mais um homem morto sem motivo. Todos ficaram abismados, afinal não é todo dia que se vê alguém levando bala nos peitu.
Quando do nada, extamanete do nada, dois homens se aproximaram da vitima, meio atrapalhados e meio desequilibrados. Um segurava uma garrafa que tinha uma cor comum, mas havia algo diferente nela, parecia ilumianda por dentro, se destacava naquela escuridão, brilhava como algo sagrado e parecia ser extensão do corpo daquele homem. O outro tinha os olhos meio sonolentos, na verdade um olho parecia fechado e o outro estava a caminho de fechar, um sorriso ocupava seu rosto, sua dentição estava longe de ser completa, porém ele era a felicidade personificada, sorria e falava com o outro como se o orientasse. Ninguém entendia o que estava acontecendo, alguns acharam que eles eram amigos ou familiares da vitima. Mas, como explicar aquela brasilidade?! Enquanto o sorridente abraçava a vitima por trás e levantava sua cabeça, o outro abria sua boca e serviu o liquido que estava na garrafa, ai a compreensão foi embora. Quando de repente, o baleado se levantou, assustado, parecia que tinha caído de um caminhão, os dois homens ficaram parados apenas olhando a reação da vitima.
A multidão logo gritou: "É Milagre! É Milagre!". E correu pra cima dos três.
Os gritos e a multidão voando em cima dos três fez com que aqueles homens desaparecessem, ou quem sabe, apenas se massificaram.
Depois de algumas semanas cresceu o boato de que na Praçinha de Messejana, dois homens semelhantes aos do Pau de Arara fizeram outro milagre. Que foi o de fazer correr em desimbestamente deficientes físicos correndo o risco de serem violentados por jovens marginais. Dizem que um deles se aproximou dos três deficientes e disse: "Rapaz, tem uns caras vindo ali comendo o c* de todo mundo!". E outras historias de milagres foram surgindo, historias talvez aumentadas, quem sabe um dia uma teoria desminta os acontecimentos, mas quem sabe eles não são realmente o que dizem.
Eu, pessoalmente, nunca acreditei. Ouvi diversas historias e elas nunca me convenceram. Até que essa semana peguei a linha Grande Circular 1 e a velha loucura de sempre, a pressa de chegar logo, o trânsito caótico, ultrapassagens malucas, motoqueiros desafiando a morte, motoristas fazendo de tudo pra não cumprir as leis e a fiscalização eletrônica.
E de parada em parada, até que em uma parada qualquer dois homens sobem. Eu sstava displicente, com o pensamento distante e um momento me dei conta e dois homens, parentemente, homens da vida, desarrumados, um sorridente e tirando onda com o mais calado, ele dizia: "Olhai macho, como ele tá bebo!". O outro calado, com os olhos brilhantes, diria que era de beber cachaça, afinal ele tinha uma garrafa de Ypioca empalhada colada na mão. Que no balança {do mar?} do onibus o fez ir ao chão, uma queda boba. Uma mulher ao meu lado disse: "O bebo é tão safado que não solta a cachaça!".
Porém, uma paz deu sinal e subiu em nenhuma parada. Uma calmaria se instalou, preocupação não existia mais, o medo se ser assaltado desapareceu. Então, um estalo na minha cabeça. "O QUÊ?!?!?! SERÁ QUE SÃO ELES?!?! OS PROTETORES?!?!". E então me conta, a garrafa, os olhos preguiçosos, um calado e o outro falante e o desequilibrio. Conclui, são eles. Estou Protegido.
Claro, ninguém percebeu a paz que pagou inteira no popular Grande Circular.
Se acredito? Não sei...
Só acho que não custa nada ter dois bêbados próximo a você, afinal cada um tem sua fé.
Thursday, December 31, 2009
2009/2010
Ano Novo!
Quando pensamos que hoje é o último dia do ano, imediatamente começamos a pensar no que aconteceu nele. Momentos únicos que serão sempre lembrados, independente de lugar, de tempo, de espaço ou de níveis desnecessários de álcool no sangue.
Momentos meus, sentimentos meus, que ao lembrar uma lágrima insiste em sair. Não se preocupe, essa lágrima sai da felicidade mais pura e sincera que tive na vida. Esse ano eu descobri tanta felicidade, não sabia que podia caber no nosso amor.
Momentos simples, só eu e ela (meu bê) que trazem o sorriso mais feliz, que traz o amor mais lindo.
Momentos que desejei e desejo serem eternos.
Claro, hoje na expectativa do novo ano, meu desejo é que momentos como este estejam reservados em um futuro próximo e na imensidão e velocidade do tempo.
Quero dizer: Eu Te Amo meu Bê! Ter ficado ao seu lado esse ano foi maravilhoso, e quero mais e mais anos como esse, feliz ao teu lado.
E desejar a todos, familiares, amigos, vizinhos, comanheiros de trabalho e mais quem estiver um Feliz Ano Novo!
Quando pensamos que hoje é o último dia do ano, imediatamente começamos a pensar no que aconteceu nele. Momentos únicos que serão sempre lembrados, independente de lugar, de tempo, de espaço ou de níveis desnecessários de álcool no sangue.
Momentos meus, sentimentos meus, que ao lembrar uma lágrima insiste em sair. Não se preocupe, essa lágrima sai da felicidade mais pura e sincera que tive na vida. Esse ano eu descobri tanta felicidade, não sabia que podia caber no nosso amor.
Momentos simples, só eu e ela (meu bê) que trazem o sorriso mais feliz, que traz o amor mais lindo.
Momentos que desejei e desejo serem eternos.
Claro, hoje na expectativa do novo ano, meu desejo é que momentos como este estejam reservados em um futuro próximo e na imensidão e velocidade do tempo.
Quero dizer: Eu Te Amo meu Bê! Ter ficado ao seu lado esse ano foi maravilhoso, e quero mais e mais anos como esse, feliz ao teu lado.
E desejar a todos, familiares, amigos, vizinhos, comanheiros de trabalho e mais quem estiver um Feliz Ano Novo!
Monday, November 09, 2009
3 Meses
Pra quem deve ter ouvido falar nas ruas, ou lido nos jornais, ou pra quem não ouviu nem leu nada, estarei lançando uma historia de um cara sensacional, de uma pessoa que nasceu no momento certo da humanidade. Seu pai já afirmava isso quando olhava pra ele e dizia: "Tem coisa que o bom Deus faz, que devemos agradecer muito". É realidade da lata, realidade das ruas sem saneamento básico da cidade, realidade do asfalto incompleto da BR - 116... Pode até feder e provocar ânsia de vômito, mas o que você irá ler mudará seu conceito sobre o poder da mente humana.
É a historia do O Locador de Bilhar, um homem selvagem em um conjunto habitacional. Para ele não há limites, só há a vontade indomavel de extorquir.
O Locador de Bilhar, logo mais neste blog.
Aguarde!
É a historia do O Locador de Bilhar, um homem selvagem em um conjunto habitacional. Para ele não há limites, só há a vontade indomavel de extorquir.
O Locador de Bilhar, logo mais neste blog.
Aguarde!
Tuesday, August 11, 2009
Há 15 anos
Algumas voltas atrás deste velho mundo, eu com 9 anos, com camisa da Kyalami do Ceará, um modelo raro na época, com losangos pretos e brancos, devo dizer que a camisa era enorme. Acho que o número era o 8, não tenho certeza.
Começa a lendária campanha do Ceará Sporting Club na Copa do Brasil, lembro bem dos jogos contra Palmeiras, onde a torcida gritava: "Evair chorão, nemvai pra seleção!", ou as irresponsabilidades do zagueirão Vitor Hugo de levantar a bola na frente do Evair, fingir que ia estourar e dar uma leve matada tocando para o campanheiro Airton, zagueiro arranca toco, brutal sem vergonha. Dos jogadores que tanto gostava, como Claudemésio, Catatau, Éloi, Ivanildo, Gerônimo, Jaime, Chico, e meu preferido Mastrillo, ô time da porra!!! (risos)
Cada jogo era uma luta, arranjar um lugar legal na arquibancada do Castelão, aquele concreto, as rachaduras, aquele balanço adrenalítico da arquibancada, que fazia você olhar pro céu e pedir que alguém segurarasse a arquibancada até o fim do jogo e o que via era o refletor no ritmo do grito da galera alvinegra. Quanta emoção!
Claro, como posso esquecer do Corcel do meu pai, era um verdinho chiclete, com listras finas pretas, lindo carro! (Sem ironias) Depois foi pintado de branco, não lembro desse processo, mas era nosso transporte. Íamos nele, meu pai, meu irmão, eu, meus primos (renan e marcel), às vezes Gê e João. Era uma aventura espetacular, algo que não volta mais... Claro! Ainda bem que nunca aconteceu nada, se tivesse acontecido, quem sabe o que podia ter acontecido.
Que foi uma aventura espetacular foi sim, capítulos pro resto da vida.
Lembro que ficávamos perto da Biriteiros Alvinegros e em um jogo dessa época um legitimo biriteiro simpatizou comigo e com o Renan, lembro que dessa simpatia saiu um presente pra gente, um saco de cajarana, era boa a bicha! P****A!!!
E tantas outras de outros jogos, com o mesmo time e a mesma animação! Mémorias minhas, emocionantes, marcantes!
Sim, escrevo sobre essas aventuras por conta de ontem completar 15 anos da final dessa Copa do Brasil de 1994... Não vou entrar em detalhes do jogo, afinal como sabemos existe um fulano dentro de um campo de futebol que é capaz de fazer a melhor marcação, a melhor tática e ponto final.
Pra mim, como torcedor, essa ano de 94 foi... Se leu, sabe!
Music Non Stop: king Crimson e talking heads
Começa a lendária campanha do Ceará Sporting Club na Copa do Brasil, lembro bem dos jogos contra Palmeiras, onde a torcida gritava: "Evair chorão, nemvai pra seleção!", ou as irresponsabilidades do zagueirão Vitor Hugo de levantar a bola na frente do Evair, fingir que ia estourar e dar uma leve matada tocando para o campanheiro Airton, zagueiro arranca toco, brutal sem vergonha. Dos jogadores que tanto gostava, como Claudemésio, Catatau, Éloi, Ivanildo, Gerônimo, Jaime, Chico, e meu preferido Mastrillo, ô time da porra!!! (risos)
Cada jogo era uma luta, arranjar um lugar legal na arquibancada do Castelão, aquele concreto, as rachaduras, aquele balanço adrenalítico da arquibancada, que fazia você olhar pro céu e pedir que alguém segurarasse a arquibancada até o fim do jogo e o que via era o refletor no ritmo do grito da galera alvinegra. Quanta emoção!
Claro, como posso esquecer do Corcel do meu pai, era um verdinho chiclete, com listras finas pretas, lindo carro! (Sem ironias) Depois foi pintado de branco, não lembro desse processo, mas era nosso transporte. Íamos nele, meu pai, meu irmão, eu, meus primos (renan e marcel), às vezes Gê e João. Era uma aventura espetacular, algo que não volta mais... Claro! Ainda bem que nunca aconteceu nada, se tivesse acontecido, quem sabe o que podia ter acontecido.
Que foi uma aventura espetacular foi sim, capítulos pro resto da vida.
Lembro que ficávamos perto da Biriteiros Alvinegros e em um jogo dessa época um legitimo biriteiro simpatizou comigo e com o Renan, lembro que dessa simpatia saiu um presente pra gente, um saco de cajarana, era boa a bicha! P****A!!!
E tantas outras de outros jogos, com o mesmo time e a mesma animação! Mémorias minhas, emocionantes, marcantes!
Sim, escrevo sobre essas aventuras por conta de ontem completar 15 anos da final dessa Copa do Brasil de 1994... Não vou entrar em detalhes do jogo, afinal como sabemos existe um fulano dentro de um campo de futebol que é capaz de fazer a melhor marcação, a melhor tática e ponto final.
Pra mim, como torcedor, essa ano de 94 foi... Se leu, sabe!
Music Non Stop: king Crimson e talking heads
Wednesday, July 29, 2009
Às vezes...
Tento escrever sobre a vida, sentimentos em cada parte dela, situações engraçadas, constrangedoras, de dúvida, que questionam seu limite, enfim sobre as coisas da vida e seus choques de opiniões.
Mas na verdade, não vivi o bastante para fazer uma bela abordagem sobre o que acontece. Deve ser por isso que procuro respostas e conforto nas pessoas ao meu redor, que fazem o que podem para saciar a minha falta. Devo agradecer eternamente por ter eles em meu coração.
Ultimamente não tenho conseguido colocar meus sentimentos em letras, apenas falar sobre eles como um relatório, triste.
Acho que aqui dou uma respirada e paro... Preciso tanto respirar.
Mas na verdade, não vivi o bastante para fazer uma bela abordagem sobre o que acontece. Deve ser por isso que procuro respostas e conforto nas pessoas ao meu redor, que fazem o que podem para saciar a minha falta. Devo agradecer eternamente por ter eles em meu coração.
Ultimamente não tenho conseguido colocar meus sentimentos em letras, apenas falar sobre eles como um relatório, triste.
Acho que aqui dou uma respirada e paro... Preciso tanto respirar.
Tuesday, July 28, 2009
Pulmão cheio de ar
Sentimentos não permitem respiração
Sei que muitos tem a mesma sensação
Tento falar, explicar o que é isso
e mesmo que tente explicar o porque estou assim,
não consigo explicar o porque não esteja assim.
Mas devo respirar, sem medo, como a música.
Music Non Stop: Precisa dizer ainda?
Sei que muitos tem a mesma sensação
Tento falar, explicar o que é isso
e mesmo que tente explicar o porque estou assim,
não consigo explicar o porque não esteja assim.
Mas devo respirar, sem medo, como a música.
Music Non Stop: Precisa dizer ainda?
Monday, July 20, 2009
Amigo
Hoje é Dia do Amigo!
E muitas vezes tentamos dar significado a essa palavra,
"amigo é aquele que está sempre ao seu lado, que está pro que der e vier, é a familia que escolhemos, é com nos identificamos"... Tantos significados, tudo para saciar a vontade humana de saber de tudo sobre tudo. De não colocamos isso como algo simplesmente incompreesível. Inventaram até ciência para isso... Pfff, boa tentativa!
Muitos podem se perguntar: "Sim, E ai? O que é um amigo?".
Você saberá quando tiver um, não tenho capacidade de dizer para você o que é um.
Sei que tenho amigos e sei o significado dessa palavra quando digo o nome dessas pessoas: Patricia, Vitor, Eric, Rachel, Diego, Nelson, Daniel, Isadora, Dustan, Mário, Lucas, Felipe Suíno, Felipe Blaze, Anderson, Eduardo, poooooxa! Grandes amigos, grandes pessoas,que trazem grandes memórias de momentos extraordinários.
Queria poder fazer mais por todos, do que desejar Feliz Dia do Amigo!
Agora, uma pessoa nesse momento, nesse dia, deve ganhar destaque.
Vítor, meu grande irmão, meu grande amigo, como já disse outro: "Esse é irmão desse, gúri!". Nasceu... uns anos atrás, claro que sei, acho que é ele que não quer saber. Esse cara é cara sensacional, especial, tem seu jeito de ver o mundo e coisas que habitam a superfície dele, de um espírito bom, chega a ter um dose inocente, alguns podem dizer abestada, mas não! É um cara que vive da sua forma, que tem seu jeito fino, pouquinho, mas que tem um brilho que muitas vezes chega a ser inexplicável. O que mais dizer? Um grande irmão, amigo, companheiro, um sentimento fora de série! Parabéns, Felicidades totais, Saúde, Dinheiro, Sorte e mais o que vier! Abraço.
Music Non Stop: Grateful Dead - American Beauty
E muitas vezes tentamos dar significado a essa palavra,
"amigo é aquele que está sempre ao seu lado, que está pro que der e vier, é a familia que escolhemos, é com nos identificamos"... Tantos significados, tudo para saciar a vontade humana de saber de tudo sobre tudo. De não colocamos isso como algo simplesmente incompreesível. Inventaram até ciência para isso... Pfff, boa tentativa!
Muitos podem se perguntar: "Sim, E ai? O que é um amigo?".
Você saberá quando tiver um, não tenho capacidade de dizer para você o que é um.
Sei que tenho amigos e sei o significado dessa palavra quando digo o nome dessas pessoas: Patricia, Vitor, Eric, Rachel, Diego, Nelson, Daniel, Isadora, Dustan, Mário, Lucas, Felipe Suíno, Felipe Blaze, Anderson, Eduardo, poooooxa! Grandes amigos, grandes pessoas,que trazem grandes memórias de momentos extraordinários.
Queria poder fazer mais por todos, do que desejar Feliz Dia do Amigo!
Agora, uma pessoa nesse momento, nesse dia, deve ganhar destaque.
Vítor, meu grande irmão, meu grande amigo, como já disse outro: "Esse é irmão desse, gúri!". Nasceu... uns anos atrás, claro que sei, acho que é ele que não quer saber. Esse cara é cara sensacional, especial, tem seu jeito de ver o mundo e coisas que habitam a superfície dele, de um espírito bom, chega a ter um dose inocente, alguns podem dizer abestada, mas não! É um cara que vive da sua forma, que tem seu jeito fino, pouquinho, mas que tem um brilho que muitas vezes chega a ser inexplicável. O que mais dizer? Um grande irmão, amigo, companheiro, um sentimento fora de série! Parabéns, Felicidades totais, Saúde, Dinheiro, Sorte e mais o que vier! Abraço.
Music Non Stop: Grateful Dead - American Beauty
Tuesday, July 14, 2009
The Dead Weather
Hoje eu escutei essa banda!
Por que? Porque simplesmente entrei no site do programa From the Basement(fromthebasement.tv), no qual trouxe uma longa apresentação via internet
dos quatro de Oxford e um de Londres, Radiohead, e outras bandas como Gnarls Barkley, White Stripes, Raconteurs e outras.
Então, lá tinha as ultimas apresentações e tinha "a nova da banda de Jack White".
Esse rapaz vem fazendo grandes trabalhos, não digo isso baseado somente no White Stripes, digo isso baseado nos dois álbuns do Raconteurs. Sim, sim, os dois sim!
São dois grandes discos, que merecem alguns minutos da sua vida.
Por que o The Dead Weather ocupou algumas horas da minha vida?! Horas?!?!?!
Por que horas se o disco tem menos de 45 minutos?! Porque é muito bom!
Porque Alison Mosshart(The Kills), Dean Fertita (QOTSA), Jack Lawrence (Raconteurs) e seu chará White (White Stripes e Raconteurs) fazem uma homenagem ao rock and roll.
Como?! Sim, fazem um rock and roll diversificado, cheio de influências... Não dá para apontar Country, Blues, Jazz, Rock ou Roll, é um bom disco. Aonde escutamos uma voz feminina na frente da banda, que merece ser vista pode ser vista como heroína pela força em suas cordas vocais e ainda faz vibrar cordas da guitarra que toca. Dean sabe utilizar sua aparelhagem, seja seu Moog ou seu Rhodes ou propriamente sua função, guitarrista. O camara da listras brancas, Jack White surpreende mais uma vez na bateria, sim é um baterista que sabe faz o uso das peles na medida correta, não sendo simples como sua "irmã" de banda ou complexa como virtuosos com baquetas. E o último, Lawrence, parece tentar passar desapercebido, mas sua criatividade com baixos distorcidos e melodias que complementam essa clima que não nada de morto.
Quem se interessar, recomendo.
Music Non Stop: The Dead Weather - Horehound
Por que? Porque simplesmente entrei no site do programa From the Basement(fromthebasement.tv), no qual trouxe uma longa apresentação via internet
dos quatro de Oxford e um de Londres, Radiohead, e outras bandas como Gnarls Barkley, White Stripes, Raconteurs e outras.
Então, lá tinha as ultimas apresentações e tinha "a nova da banda de Jack White".
Esse rapaz vem fazendo grandes trabalhos, não digo isso baseado somente no White Stripes, digo isso baseado nos dois álbuns do Raconteurs. Sim, sim, os dois sim!
São dois grandes discos, que merecem alguns minutos da sua vida.
Por que o The Dead Weather ocupou algumas horas da minha vida?! Horas?!?!?!
Por que horas se o disco tem menos de 45 minutos?! Porque é muito bom!
Porque Alison Mosshart(The Kills), Dean Fertita (QOTSA), Jack Lawrence (Raconteurs) e seu chará White (White Stripes e Raconteurs) fazem uma homenagem ao rock and roll.
Como?! Sim, fazem um rock and roll diversificado, cheio de influências... Não dá para apontar Country, Blues, Jazz, Rock ou Roll, é um bom disco. Aonde escutamos uma voz feminina na frente da banda, que merece ser vista pode ser vista como heroína pela força em suas cordas vocais e ainda faz vibrar cordas da guitarra que toca. Dean sabe utilizar sua aparelhagem, seja seu Moog ou seu Rhodes ou propriamente sua função, guitarrista. O camara da listras brancas, Jack White surpreende mais uma vez na bateria, sim é um baterista que sabe faz o uso das peles na medida correta, não sendo simples como sua "irmã" de banda ou complexa como virtuosos com baquetas. E o último, Lawrence, parece tentar passar desapercebido, mas sua criatividade com baixos distorcidos e melodias que complementam essa clima que não nada de morto.
Quem se interessar, recomendo.
Music Non Stop: The Dead Weather - Horehound
Tuesday, June 16, 2009
Cousas cabeça
Só um pensamento, estou bem...
Tudo que quero é um pouco da sua compreensão, como um ato de simpatia.
Quer saber?! Pensa também!
Por que está é minha vida?
Todo mundo faz essa pergunta, não sou o único. Seria egoísta, não é?
Tenho tentado fazer dar certo, mas é que às vezes, às vezes...
Você começa a refletir, refletir, pensar nisso e naquilo, ai vai...
Afinal somos ocidentais, não conseguimos parar e ficar pensando em nada.
Levar a cabeça para longe disso tudo não é nossa virtude.
"Prova, trabalho, luz do carro, curriculum, dinheiro"
Shiiii... Lascou!!! Preocupou!!!
A vida parece ser uma rua de mão única, tudo que você quer é ver a sinalização e ir na direção correta. Iríamos com tudo!
Nããããooo, não é bem assim!
É mais do que mão única e sinalização.
É que às vezes durante o dia ele parece ser mais escuro... O tempo maltrata.
Tentei e vou continuar tentando, o pensamento é que vai e volta.
Sim, estou bem!
music non stop: Gnarls Barkley - Odd Couple/St.Elsewhere
Tudo que quero é um pouco da sua compreensão, como um ato de simpatia.
Quer saber?! Pensa também!
Por que está é minha vida?
Todo mundo faz essa pergunta, não sou o único. Seria egoísta, não é?
Tenho tentado fazer dar certo, mas é que às vezes, às vezes...
Você começa a refletir, refletir, pensar nisso e naquilo, ai vai...
Afinal somos ocidentais, não conseguimos parar e ficar pensando em nada.
Levar a cabeça para longe disso tudo não é nossa virtude.
"Prova, trabalho, luz do carro, curriculum, dinheiro"
Shiiii... Lascou!!! Preocupou!!!
A vida parece ser uma rua de mão única, tudo que você quer é ver a sinalização e ir na direção correta. Iríamos com tudo!
Nããããooo, não é bem assim!
É mais do que mão única e sinalização.
É que às vezes durante o dia ele parece ser mais escuro... O tempo maltrata.
Tentei e vou continuar tentando, o pensamento é que vai e volta.
Sim, estou bem!
music non stop: Gnarls Barkley - Odd Couple/St.Elsewhere
Friday, May 29, 2009
Sem você
Quando não tenho você, meu corpo não é mesmo
Indisposição toma de conta
Os olhos não exercem sua função
Poucas cores, Tudo embaçado, sempre inquieto com o desejo de vê-la
Acordar e ver que ela não está ao meu lado
Lembranças... Lembranças de outras manhãs
Quando amanheci completo
acompanhado do meu amor, não só do meu amor...
Amor... É indefinível isso que tenho por ela
Pergunto: Cadê ela? E a inquietação antes no olhos se espelha pelo corpo...
Peço a cada segundo, a cada minuto que passe mais rápido
Porque sinto a eternidade me matando.
Indisposição toma de conta
Os olhos não exercem sua função
Poucas cores, Tudo embaçado, sempre inquieto com o desejo de vê-la
Acordar e ver que ela não está ao meu lado
Lembranças... Lembranças de outras manhãs
Quando amanheci completo
acompanhado do meu amor, não só do meu amor...
Amor... É indefinível isso que tenho por ela
Pergunto: Cadê ela? E a inquietação antes no olhos se espelha pelo corpo...
Peço a cada segundo, a cada minuto que passe mais rápido
Porque sinto a eternidade me matando.
Wednesday, April 29, 2009
Onde eu estava?!?!
Longe sentimentos? Longe das reflexões?
Longe da piscina ou da pista de dança?
É bom lembrar que estar em uma pista de dança pra mim é natural, é meu habitat gente!
É sério, não estou brincando!
Não é Mikhail?! Grande abraço! Esse Barishni é foda!
Bem, longe dos sentimentos não! Estou cada vez mais dentro dos melhores... O que posso falar? Tenho uma pessoa que me proporciona os mais inexplicáveis sentimentos!
Reflexões? Bem, refletir começa com R não é? Então... Imagina aí... R de Rodrigo e etc?! (Sem graça mesmo! Não era minha intenção...)
Da piscina sim, faz tempo que não sinto aquela quantidade de cloro. E por fim, pista de dança eu já expliquei, quem passa por aqui é pra saber, como uma lei!
Acho que ainda não voltei!
Quero voltar pro meu único destino!
Abraço.
beijos só pra ela!
Longe da piscina ou da pista de dança?
É bom lembrar que estar em uma pista de dança pra mim é natural, é meu habitat gente!
É sério, não estou brincando!
Não é Mikhail?! Grande abraço! Esse Barishni é foda!
Bem, longe dos sentimentos não! Estou cada vez mais dentro dos melhores... O que posso falar? Tenho uma pessoa que me proporciona os mais inexplicáveis sentimentos!
Reflexões? Bem, refletir começa com R não é? Então... Imagina aí... R de Rodrigo e etc?! (Sem graça mesmo! Não era minha intenção...)
Da piscina sim, faz tempo que não sinto aquela quantidade de cloro. E por fim, pista de dança eu já expliquei, quem passa por aqui é pra saber, como uma lei!
Acho que ainda não voltei!
Quero voltar pro meu único destino!
Abraço.
beijos só pra ela!
Friday, March 06, 2009
Quanto Falta sinto... Quanta Importancia tem... Quanto me Completa.
Existem números (e quantos são) que só existem por conta da existência de outros.
Existem cores... Estas só se revelam por conta da luz.
Existem paisagens que são mais belas naquela estação do ano.
Existem músicas que caem perfeitamente no seu ouvido, completam seu momento.
Existem momentos que não tem o mesmo sentido sem aquela pessoa.
Existem coisas que são as mais belas, as mais cheirosas, as mais desejadas, as mais lindas, as mais engraçadas, as mais das mais... Quando estão completas.
Momentos meus não estão, nem estarão completos.
Saudade. Quero que passe rapidinho...
te amo meu bê.
Existem cores... Estas só se revelam por conta da luz.
Existem paisagens que são mais belas naquela estação do ano.
Existem músicas que caem perfeitamente no seu ouvido, completam seu momento.
Existem momentos que não tem o mesmo sentido sem aquela pessoa.
Existem coisas que são as mais belas, as mais cheirosas, as mais desejadas, as mais lindas, as mais engraçadas, as mais das mais... Quando estão completas.
Momentos meus não estão, nem estarão completos.
Saudade. Quero que passe rapidinho...
te amo meu bê.
Thursday, February 26, 2009
Mabê.
Quero esse momento:
Enfim te vejo! – enfim posso matar esse desejo de te querer!
E pensar o quanto sofri, esperando, querendo, desejando este momento.
Dói e dói, uma ansiedade inexplicável, uma saudade louca desses olhos falantes, desses olhos que me dizem "eu te amo".
Se podemos morrer de amor? Não, não, acredito que não, mas que chegamos perto dela, sim, se chegamos! E essa distancia, quão absurda ela é, não consigo entender, muito menos explicar.
Ahh, meu desejo é ter ma bê bem pertinho de mim!
Quero que ela me escute dizer: eu te amo.
Quero meu coração!
Como vivo sem ele?
amo meu bê.
do teu bê.
how sweet is to be loved by you...
Enfim te vejo! – enfim posso matar esse desejo de te querer!
E pensar o quanto sofri, esperando, querendo, desejando este momento.
Dói e dói, uma ansiedade inexplicável, uma saudade louca desses olhos falantes, desses olhos que me dizem "eu te amo".
Se podemos morrer de amor? Não, não, acredito que não, mas que chegamos perto dela, sim, se chegamos! E essa distancia, quão absurda ela é, não consigo entender, muito menos explicar.
Ahh, meu desejo é ter ma bê bem pertinho de mim!
Quero que ela me escute dizer: eu te amo.
Quero meu coração!
Como vivo sem ele?
amo meu bê.
do teu bê.
how sweet is to be loved by you...
Wednesday, February 18, 2009
Meu destino
Como posso medir a saudade que sinto de ti?
Saudade é a enorme vontade que tenho de te cheirar, te ouvir, te tocar, te ver e te ouvir novamente, a vontade dos meus cincos sentidos sentirem a sensação única e maravilhosamente incrível de repetir tudo.
Saudade pra min é...
Pelo tato, de te abraçar, te sentir teu corpo junto ao meu.
Pela audição, ouvir tua voz novamente, escutar "eu te amo".
Pela visão, de te ver, de meus olharam ficarem realmente abertos.
Pelo olfato, de sentir meu chêro favorito, bem aqui...
Pela paladar, de mais uma vez te beijar.
De mais uma vez te encontrar, de mais uma vez chegar ao meu destino, de mais uma vez dizer "eu te amo".
te amo meu bê.
teu bê.
Saudade é a enorme vontade que tenho de te cheirar, te ouvir, te tocar, te ver e te ouvir novamente, a vontade dos meus cincos sentidos sentirem a sensação única e maravilhosamente incrível de repetir tudo.
Saudade pra min é...
Pelo tato, de te abraçar, te sentir teu corpo junto ao meu.
Pela audição, ouvir tua voz novamente, escutar "eu te amo".
Pela visão, de te ver, de meus olharam ficarem realmente abertos.
Pelo olfato, de sentir meu chêro favorito, bem aqui...
Pela paladar, de mais uma vez te beijar.
De mais uma vez te encontrar, de mais uma vez chegar ao meu destino, de mais uma vez dizer "eu te amo".
te amo meu bê.
teu bê.
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