Sunday, March 18, 2012
Friday, March 16, 2012
"Não, não... Não deixa assim na cara, não."
Escrevo mal mesmo, com L sem L ou o caramba.
Isso não é revolta.
Isso significa idiotice.
Isso não é revolta.
Isso significa idiotice.
Thursday, March 15, 2012
Wednesday, March 14, 2012
Escrevendo sem o que escrever
"Eu devia ser proibido. Só assim alguém ia me achar engraçado".
Do livro "Como Aliciar Extraterrestres: Uma Visão Sobre o Problema da Esquina". de Leão Caco.
Saturday, March 03, 2012
Mentira tem perna curta.
"Padre Antonio Maria abraça ladrão que roubous TVs e R$ 1,1 mil"
Colagem - Não lembro o que usei. Porém, aí tem um Jornal e Revista Erótica.
music non stop: Bill Withers - Use Me
Ó Céus!
"Ô Meu Deus! É Mark Norton!" - repetia sem pausa.
Ó Meu Deus! Quem é merda de Mark Norton?
**Colagem - Jornal 'Causa Operária'.
music non stop: Sonic Youth - The Eternal
Friday, March 02, 2012
Dia de Dizer
Tem dias que não escrevo.
Tem dias que não corro.
Tem dias que não digo...
É...
Tem dias que digo
e dias que não digo.
Wednesday, February 29, 2012
06.09.2002
"O K ou Ú Ká" - grafite
O espanto em sua face era evidente.
Olhos arregalados e boca aberta.
Falou após alguns minutos e o que você disse eu não lembro.
24.09.2002
"O Construtivismo" - grafite
"Raul, tem dias que concordo com você com todo o meu coração! Pare o Mundo que eu quero descer. Se não for chato, na próxima parada, viu trocador?". - afirma Mazé alcoolizado dentro da Linha Urbana de Onibus Messejana/Papicu.
24.07.2002
"O Céu na Casa de Leão" - grafite
Quem é Leão Cavalcanti? Por onde anda? Alguém o conhece ou até mesmo o viu?
Monday, February 27, 2012
O Livro Vermelho de Leão Cavalcanti
"O universo todo é uma música. Todos somos instrumentos e cada um devia estar tocando a sua parte". (Sun Ra)
Thursday, February 23, 2012
Três Dias em Minha Vida ou Como Descobri que Estava sendo Censurado
Algum lugar da grande Messejana, Fortaleza, Ceará. 15 de Abril de 1985.
Eu acordei hoje de um sonho muito estranho, ou melhor, surpreendente. Foi um pulo, um impulso para fora de mim. Acordei olhando para o chão, imaginando o pior: Uma queda escrota da cama ao acordar. No sonho havia feito a descoberta da minha vida. Descobri através de uma investigação policial que eu estava sendo censurado.
Eu acordei hoje de um sonho muito estranho, ou melhor, surpreendente. Foi um pulo, um impulso para fora de mim. Acordei olhando para o chão, imaginando o pior: Uma queda escrota da cama ao acordar. No sonho havia feito a descoberta da minha vida. Descobri através de uma investigação policial que eu estava sendo censurado.
A investigação policial começou a ser feita quando meu cachorro, Silas, foi atropelado perversamente pelo filho do vizinho. Chaguinha, filho do Coronel Lopes, tirou carteira e sua maior diversão parece ser caçar qualquer ser vivo na calçada ou fora dela. Dizem até que na cidade existe um campanha chamada "Pedestre Vivo". Afinal, é absurdo, um crime permitir que o pedestre passe perto do asfalto. Pedestre bom, é pedestre... Vivo! Não mate o pedestre, por favor!
Porém, Chaguinha do alto de sua cabine do seu carro de luxo olha para um sanfoneiro na rua e pensa: "Será que papai tira dinheiro desse maconheiro safado ein?! Ahhh, Essa papai não sabe!". Então, Chaguinha decide conversar com o pai sobre essa ideia, chegando em casa...{ Sig. de "Casa"; 1.local onde se habita, 2.edifício de habitação.} Não é exatamente esse o significado da habitação de Chaguinha. É algo diferente, luxuoso e cheiroso. E lá encontra com seu papai que tem o mesmo hábito, caçar pedestres.
Porém, Chaguinha do alto de sua cabine do seu carro de luxo olha para um sanfoneiro na rua e pensa: "Será que papai tira dinheiro desse maconheiro safado ein?! Ahhh, Essa papai não sabe!". Então, Chaguinha decide conversar com o pai sobre essa ideia, chegando em casa...{ Sig. de "Casa"; 1.local onde se habita, 2.edifício de habitação.} Não é exatamente esse o significado da habitação de Chaguinha. É algo diferente, luxuoso e cheiroso. E lá encontra com seu papai que tem o mesmo hábito, caçar pedestres.
Seu papai escuta o que o filho tem dizer. Seu coração bate forte de orgulho. As lágrimas descem pela sua camisa de botão azul clara, aquele azul bebê ou azul caixão de anjo. A emoção toma conta dos dois e um abraço. Um abraço nunca dado antes, um abraço de "Seja bem-vindo meu filho, esta é sua função". Qual é a função de Chaguinha? O que Chaguinha tem para o mundo? Ou melhor, o que o mundo tem a dar para Chaguinha?
O que fazer diante de imbecis autorizados a matar como este Chaguinha?
Nada, afinal este é meu último texto neste jornal.
Silas não morreu, eu continuo empregado, Chaguinha foi preso e seu pai condenado. Estas são apenas mentiras do dia a dia, ironia. Não rima. E lá em cima, no título do texto, eu explico tudo.
*Texto retirado do jornal "Messejana Comunista". E é como realmente está no título, Ramos de Oliveira foi mandando embora do jornal "O Messejanense" por conta do artigo "O Locador de Bilhar e Nova Messejana". Segundo a direção do jornal, Ramos havia se excedido em seu questionamentos. Este é o texto de estreia em seu novo emprego, feito no dia da demissão.
Nada, afinal este é meu último texto neste jornal.
Silas não morreu, eu continuo empregado, Chaguinha foi preso e seu pai condenado. Estas são apenas mentiras do dia a dia, ironia. Não rima. E lá em cima, no título do texto, eu explico tudo.
*Texto retirado do jornal "Messejana Comunista". E é como realmente está no título, Ramos de Oliveira foi mandando embora do jornal "O Messejanense" por conta do artigo "O Locador de Bilhar e Nova Messejana". Segundo a direção do jornal, Ramos havia se excedido em seu questionamentos. Este é o texto de estreia em seu novo emprego, feito no dia da demissão.
Friday, February 17, 2012
Pedrola, irmão de Mazé, virou piada em Messejana.
Ou como Mazé se revelou no maior filho da puta de todos os tempos.
- Olha, não vou poupar você! Ele chamou você de fela da puta, baitola, papangu e corno. E mais, disse que comeu sua mulher três vezes. - afirmou Mazé para Pedrola seu irmão.
- Bicho, você sabe que o Chico da Marta não vale nada! Lembra do que aconteceu com ele mês passado? Ele tá incapacitado!
Pedrola dúvida do irmão e acredita na incapacidade inexistente de Chico da Marta e sorrindo estoura a boca do balão: - E quer saber Mazé? O Chico da Marta é um brocha! Não come ninguém! A irmã da minha Deusinha namorou ele e revelou segredos do 'filho (FÍ) da Marta'. - Mazé ouve aquilo, pensa e silencia. Seu pensamento era violento demais para os ouvidos de Pedrola.
Alguns meses depois, Pedrola perde o emprego, perde sua Deusinha e conhece todos os bares de Messejana. Fama que acaba com a honra de qualquer ser vivo. Pedrola ficou conhecido simplesmente como "O Corno". Não era somente "Corno", era sempre acompanhado do artigo "O". Então, por onde passava alguém comentava baixinho entre os amigos. "Aquele lá ó, tá vendo? É 'Ocorno' da Deusinha". Às vezes, claro, alguém gritava sem dó, nem compaixão: "Fala o seu 'Ocorno!". Era realmente difícil.
O que Pedrola não sabia era que seu incomodo apelido tinha sido dado por seu amado irmão Mazé. E mais uma vez, Mazé, era esculhambados por todos. Mais uma vez ele era o messejanense mais odiado. Era chamado de "Fela da Puta", de "escroto" e de vários outros nomes impublicáveis. Porém, isso era fama antiga do irmão de Pedrola.
Então, um belo dia Pedrola chama Mazé para um de 'seus' bares e começa a falar do sofrimento que enfrenta, desabafa por horas, por cervejas e por to-da-a-no-i-te. Já amanhecendo, a experiência em ser ruim se revela novamente. A mente quase criminosa de Mazé imagina: "Rapaz, eu devia falar agora pra ele que quem deu esse apelido de 'Ocorno' pra ele fui eu, num é?". Oura, em milésimos de segundos ele confessa tudo para o irmão:
- Pedrola, cara... Tenho que te falar uma coisa? - Pedrola embriagadissimo responde amorosamente.
- Mazé, você é O cara desse bairro. Você pode falar tudo, me conte! - Neste momento a maldade de Mazé sorri e ele diz:
- Pedrola, fui eu cara. Fui eu que coloquei esse apelido em você... Eu não queria mesmo, sabe irmão Foi a minha língua, pensei na hora, no calor da brincadeira entre os amigos. Nunca quis frescar com você! Longe de mim!
Pedrola ouve e pensa em tudo que teve que enfrentar, em todas as hmilhações, nos lugares por onde passou e foi recebido como O Legitimo Corno do bairro, só então Pedrola concebe todo o sofrimento e cai em um choro de séculos, talvez engasgado por tudo que vem acontecendo. E Mazé ali na frente do irmão, comovido o abraça fraternalmente e pensa mais uma vez em silêncio: "Égua, Pedrola além de corno é chorão".
*História da série inédita e desconhecida do público brasileiro. Já no maior bairro do Mundo é diferente.
- Olha, não vou poupar você! Ele chamou você de fela da puta, baitola, papangu e corno. E mais, disse que comeu sua mulher três vezes. - afirmou Mazé para Pedrola seu irmão.
- Bicho, você sabe que o Chico da Marta não vale nada! Lembra do que aconteceu com ele mês passado? Ele tá incapacitado!
Pedrola dúvida do irmão e acredita na incapacidade inexistente de Chico da Marta e sorrindo estoura a boca do balão: - E quer saber Mazé? O Chico da Marta é um brocha! Não come ninguém! A irmã da minha Deusinha namorou ele e revelou segredos do 'filho (FÍ) da Marta'. - Mazé ouve aquilo, pensa e silencia. Seu pensamento era violento demais para os ouvidos de Pedrola.
Alguns meses depois, Pedrola perde o emprego, perde sua Deusinha e conhece todos os bares de Messejana. Fama que acaba com a honra de qualquer ser vivo. Pedrola ficou conhecido simplesmente como "O Corno". Não era somente "Corno", era sempre acompanhado do artigo "O". Então, por onde passava alguém comentava baixinho entre os amigos. "Aquele lá ó, tá vendo? É 'Ocorno' da Deusinha". Às vezes, claro, alguém gritava sem dó, nem compaixão: "Fala o seu 'Ocorno!". Era realmente difícil.
O que Pedrola não sabia era que seu incomodo apelido tinha sido dado por seu amado irmão Mazé. E mais uma vez, Mazé, era esculhambados por todos. Mais uma vez ele era o messejanense mais odiado. Era chamado de "Fela da Puta", de "escroto" e de vários outros nomes impublicáveis. Porém, isso era fama antiga do irmão de Pedrola.
Então, um belo dia Pedrola chama Mazé para um de 'seus' bares e começa a falar do sofrimento que enfrenta, desabafa por horas, por cervejas e por to-da-a-no-i-te. Já amanhecendo, a experiência em ser ruim se revela novamente. A mente quase criminosa de Mazé imagina: "Rapaz, eu devia falar agora pra ele que quem deu esse apelido de 'Ocorno' pra ele fui eu, num é?". Oura, em milésimos de segundos ele confessa tudo para o irmão:
- Pedrola, cara... Tenho que te falar uma coisa? - Pedrola embriagadissimo responde amorosamente.
- Mazé, você é O cara desse bairro. Você pode falar tudo, me conte! - Neste momento a maldade de Mazé sorri e ele diz:
- Pedrola, fui eu cara. Fui eu que coloquei esse apelido em você... Eu não queria mesmo, sabe irmão Foi a minha língua, pensei na hora, no calor da brincadeira entre os amigos. Nunca quis frescar com você! Longe de mim!
Pedrola ouve e pensa em tudo que teve que enfrentar, em todas as hmilhações, nos lugares por onde passou e foi recebido como O Legitimo Corno do bairro, só então Pedrola concebe todo o sofrimento e cai em um choro de séculos, talvez engasgado por tudo que vem acontecendo. E Mazé ali na frente do irmão, comovido o abraça fraternalmente e pensa mais uma vez em silêncio: "Égua, Pedrola além de corno é chorão".
*História da série inédita e desconhecida do público brasileiro. Já no maior bairro do Mundo é diferente.
Saturday, February 11, 2012
Thursday, February 09, 2012
O Locador de Bilhar e Nova Messejana
Messejana, Fortaleza, Ceará. 12 de Abril de 1985.
Hoje, me apresento novamente a todos vocês. Meu nome é Ramos de Oliveira e sou responsável por esta coluna dominical que tem o objetivo de entreter, divertir e informar com consciência os aspectos mais interessantes e incomuns da nossa Grande Messejana. Porém, hoje me considero completamente incapaz, ultrapassado, longe de realizar esta função. Por isso, me reapresento como um iniciante desta tarefa. Tudo isso por conta de um homem que mudou a cara, o esporte, a diversão, a cultura, e por que não as relações sociais de Messejana e, em breve, o mundo. João Francisco do Nascimento é o presidente e sócio majoritário da empresa "Bilhar & Cia de Mesas de Sinuca Messejana". Para os messejanenses, quem não joga sinuca ou bilhar é chamado de 'estrangeiro', "Todo menino aqui joga sinuca, e da boa! Pode chamar qualquer menino aí pra jogar. Vai levar capote na certa!" fala a mãe de João, a dona Maria Gardênia do Nascimento ou Dona Gagá que usa como bengala o primeiro taco de sinuca feito pelo filho.
A paixão pelas mesas vem do pai, Francisco do Nascimento, aprendeu a arte de construir mesas de sinuca em um concurso realizado pela Prefeiturinha de Messejana com o intuito de criar novos talentos. O concurso oferecia bolsas de estudo para jovens marceneiros em diferentes cidades do mundo, Paris, Pequim, Edinburgo, Cairo, Buenos Aires e Chicago. Cada cidade com uma oficina diferente, por exemplo, na China existe o costume de utilizar a madeira do Bambu em construções civis. Ou seja, o jovem messejanense que fosse o merecedor da bolsa de estudos iria estudar madeira relacionada a engenharia civil. Já o jovem que fosse pra Buenos Aires iria estudar as artes da luthieria, aprender a fabricar os melhores violões para Tango. Os candidatos e futuros marceneiros foram avaliadas através de uma redação com o seguinte tema: "Por que quero trabalhar com madeira?", cada jovem disputaria vaga com outros concorrentes de cada curso. Dentre os cursos, havia uma sessão com pouco destaque no panfleto que acabara de receber o jovem Francisco ao sair da Escola de Ensino Médio Paulo Benevides em Messejana. Os olhos miraram de primeira e a paixão foi iminente: "Faça a diversão de sua família e de seus amigos fazendo mesas de bilhar". Aquilo foi como uma revelação, como uma dádiva vinda dos céus. "Essa é minha vocação, ela me chamou!" disse em voz alta.
Meses depois, Francisco estaria embarcando para Escócia onde passaria os próximos meses confinado e estudando toda a arte das mesas de sinuca e bilhar. Na verdade, ele foi o único jovem que mandou sua justificava para esta categoria. Porém, o responsável pela correção de sua prova disse: "A escrita do garoto era maravilhosa. Me convenceu tirando lágrimas do meu coração". No terra do Whisky, ele conheceu o Harold McDowell, um marceneiro já aposentado que dava aulas de como trabalhar e utilizar a madeira. "As lições do velho Harold era para vida e não para a madeira". afirmou Francisco no primeiro momento em que citei o nome de seu mestre. "No meses que estive lá, aprendi muito. Sou o que sou, por conta do velho. Era escroto, nojento, malvado, mas um Mestre com M maiúsculo. E outra coisa, o Whisky também. Descia como mel, embriagava como o cão". Para todos que conheceram Harold, apesar da personalidade díficil, era humano em sua essência.
"Quando voltei da Escócia foi uma festa enorme aqui em Messejana... Bebi taaanta cachaça, mas tanta, que naquele dia mesmo fiz a primeira mesa de sinuca e bilhar. E batizei a bicha de 'cachacinha'. Essa é sucesso!" falava seu Francisco ao lembrar das histórias de um "jovem aventureiro" como ele mesmo se autointitula. Hoje, 'o chefe' como era conhecido entre seus companheiros de oficina, não trabalha mais na parte produtiva da empresa. "O responsável é o Joãozim. Ele quem manda em tudo. Desde menino, ensino tudo que aprendi lá na Escócia. Ô canto frio... Mas, aprendi muito lá. A madeira lá fica dura como pedra... Oura, no frio, né?! Então, você aprendi a usar o fogo na madeira. Ela fica mais molinha, então, dá pra fazer o trato nela". Essa é uma técnica esquecida no mundo ocidental, sem sucesso entre os empresários e industriais. A questão climática impôs uma maneira diferente de explorar a madeira. "Por isso, minhas mesas tem essas decorações. Aqui, agente faz o desenho que você quiser. Seu rosto, rosto do menino, flor, bola, um número, o que quiser. É só pedir!" No momento da entrevista, a empresa iria realizar uma entrega na ala de traumatologia do Hospital Distrital Gonzaga Mota de Messejana (Ou melhor, Gonzaguinha da Messejana, a mesa era do tipo 'cachacinha' com a decoração inspirada na obra Iracema de José de Alencar e com rádio AM/FM embutido. "Essa é uma doação minha. Pensei: O pessoal do hospital precisa de diversão. Aí pensei: Vou mandar uma 'cachacinha' pra eles." e caiu na gargalhada.
"O Joãozim sempre foi habilidoso. Aprendi rápido o trabalho com mão, quando eu ia mexer nas madeiras era batata ele tá ali do lado. Daqui a pouco, quando via o menino tinha feito um carrim, um avião, um boneco, qualquer coisa. Aí pensei: Esse menino vai trabalhar com madeira! E gostava mesmo, até hoje, né?!". João é o homem de maior influência no bairro, é apontado pela Revista Messejana Politica como o maior cabo eleitoral de qualquer candidato a prefeito da cidade de Fortaleza. Há dúvidas quanto a isso, porém, não podemos negar a importância política de João. Em um artigo publicado pelo jornal A Lagoa, ele é conhecido entre os políticos e poderosos como 'O Locador de Bilhar: O Homem". Para vereadores, deputados estaduais e um ex-prefeito, quem tem João Francisco do lado, tem tudo.
Em uma entrevista com o ex-preifeitinho de Messejana Ari Cavalcante, que analisa os tempos de hoje como o momentos mais triste da política: "É o poder! Tá no dinheiro, então, o home tem a séda. Como disse e vou morrer dizendo, Dinheiro é Poder. Não tem jeito". afirma decepcionado do seu escritório na Avenida Pe. Pedro de Alencar. É aqui que vejo o choque de duas 'Messejanas', uma onde o comunitário era o espirito naturalmente imperante, e outra, onde o pequenos e futuros messejanenses não sabem nem onde e nem quem embelezava as águas desta lagoa abandonada. Talvez, o xamânico Segredo de Jurema guardado pela nossa índia Iracema tenha permitido aos nossos ancestrais ver o que ninguém consegue ver hoje, uma lagoa abandonada.
Carinhosamente de um humilde morador do maior bairro do mundo,
Ramos de Oliveira
*Observação: Texto retirado do jornal "O Messejanense" que durou quase dois séculos. Em breve, coloco o texto de comemoração do primeiro ducentésimo escrito pelo humorista 'João Minhas, Que as Suas Eu não Levo'. /music non stop!/
Hoje, me apresento novamente a todos vocês. Meu nome é Ramos de Oliveira e sou responsável por esta coluna dominical que tem o objetivo de entreter, divertir e informar com consciência os aspectos mais interessantes e incomuns da nossa Grande Messejana. Porém, hoje me considero completamente incapaz, ultrapassado, longe de realizar esta função. Por isso, me reapresento como um iniciante desta tarefa. Tudo isso por conta de um homem que mudou a cara, o esporte, a diversão, a cultura, e por que não as relações sociais de Messejana e, em breve, o mundo. João Francisco do Nascimento é o presidente e sócio majoritário da empresa "Bilhar & Cia de Mesas de Sinuca Messejana". Para os messejanenses, quem não joga sinuca ou bilhar é chamado de 'estrangeiro', "Todo menino aqui joga sinuca, e da boa! Pode chamar qualquer menino aí pra jogar. Vai levar capote na certa!" fala a mãe de João, a dona Maria Gardênia do Nascimento ou Dona Gagá que usa como bengala o primeiro taco de sinuca feito pelo filho.
A paixão pelas mesas vem do pai, Francisco do Nascimento, aprendeu a arte de construir mesas de sinuca em um concurso realizado pela Prefeiturinha de Messejana com o intuito de criar novos talentos. O concurso oferecia bolsas de estudo para jovens marceneiros em diferentes cidades do mundo, Paris, Pequim, Edinburgo, Cairo, Buenos Aires e Chicago. Cada cidade com uma oficina diferente, por exemplo, na China existe o costume de utilizar a madeira do Bambu em construções civis. Ou seja, o jovem messejanense que fosse o merecedor da bolsa de estudos iria estudar madeira relacionada a engenharia civil. Já o jovem que fosse pra Buenos Aires iria estudar as artes da luthieria, aprender a fabricar os melhores violões para Tango. Os candidatos e futuros marceneiros foram avaliadas através de uma redação com o seguinte tema: "Por que quero trabalhar com madeira?", cada jovem disputaria vaga com outros concorrentes de cada curso. Dentre os cursos, havia uma sessão com pouco destaque no panfleto que acabara de receber o jovem Francisco ao sair da Escola de Ensino Médio Paulo Benevides em Messejana. Os olhos miraram de primeira e a paixão foi iminente: "Faça a diversão de sua família e de seus amigos fazendo mesas de bilhar". Aquilo foi como uma revelação, como uma dádiva vinda dos céus. "Essa é minha vocação, ela me chamou!" disse em voz alta.
Meses depois, Francisco estaria embarcando para Escócia onde passaria os próximos meses confinado e estudando toda a arte das mesas de sinuca e bilhar. Na verdade, ele foi o único jovem que mandou sua justificava para esta categoria. Porém, o responsável pela correção de sua prova disse: "A escrita do garoto era maravilhosa. Me convenceu tirando lágrimas do meu coração". No terra do Whisky, ele conheceu o Harold McDowell, um marceneiro já aposentado que dava aulas de como trabalhar e utilizar a madeira. "As lições do velho Harold era para vida e não para a madeira". afirmou Francisco no primeiro momento em que citei o nome de seu mestre. "No meses que estive lá, aprendi muito. Sou o que sou, por conta do velho. Era escroto, nojento, malvado, mas um Mestre com M maiúsculo. E outra coisa, o Whisky também. Descia como mel, embriagava como o cão". Para todos que conheceram Harold, apesar da personalidade díficil, era humano em sua essência.
"Quando voltei da Escócia foi uma festa enorme aqui em Messejana... Bebi taaanta cachaça, mas tanta, que naquele dia mesmo fiz a primeira mesa de sinuca e bilhar. E batizei a bicha de 'cachacinha'. Essa é sucesso!" falava seu Francisco ao lembrar das histórias de um "jovem aventureiro" como ele mesmo se autointitula. Hoje, 'o chefe' como era conhecido entre seus companheiros de oficina, não trabalha mais na parte produtiva da empresa. "O responsável é o Joãozim. Ele quem manda em tudo. Desde menino, ensino tudo que aprendi lá na Escócia. Ô canto frio... Mas, aprendi muito lá. A madeira lá fica dura como pedra... Oura, no frio, né?! Então, você aprendi a usar o fogo na madeira. Ela fica mais molinha, então, dá pra fazer o trato nela". Essa é uma técnica esquecida no mundo ocidental, sem sucesso entre os empresários e industriais. A questão climática impôs uma maneira diferente de explorar a madeira. "Por isso, minhas mesas tem essas decorações. Aqui, agente faz o desenho que você quiser. Seu rosto, rosto do menino, flor, bola, um número, o que quiser. É só pedir!" No momento da entrevista, a empresa iria realizar uma entrega na ala de traumatologia do Hospital Distrital Gonzaga Mota de Messejana (Ou melhor, Gonzaguinha da Messejana, a mesa era do tipo 'cachacinha' com a decoração inspirada na obra Iracema de José de Alencar e com rádio AM/FM embutido. "Essa é uma doação minha. Pensei: O pessoal do hospital precisa de diversão. Aí pensei: Vou mandar uma 'cachacinha' pra eles." e caiu na gargalhada.
"O Joãozim sempre foi habilidoso. Aprendi rápido o trabalho com mão, quando eu ia mexer nas madeiras era batata ele tá ali do lado. Daqui a pouco, quando via o menino tinha feito um carrim, um avião, um boneco, qualquer coisa. Aí pensei: Esse menino vai trabalhar com madeira! E gostava mesmo, até hoje, né?!". João é o homem de maior influência no bairro, é apontado pela Revista Messejana Politica como o maior cabo eleitoral de qualquer candidato a prefeito da cidade de Fortaleza. Há dúvidas quanto a isso, porém, não podemos negar a importância política de João. Em um artigo publicado pelo jornal A Lagoa, ele é conhecido entre os políticos e poderosos como 'O Locador de Bilhar: O Homem". Para vereadores, deputados estaduais e um ex-prefeito, quem tem João Francisco do lado, tem tudo.
Em uma entrevista com o ex-preifeitinho de Messejana Ari Cavalcante, que analisa os tempos de hoje como o momentos mais triste da política: "É o poder! Tá no dinheiro, então, o home tem a séda. Como disse e vou morrer dizendo, Dinheiro é Poder. Não tem jeito". afirma decepcionado do seu escritório na Avenida Pe. Pedro de Alencar. É aqui que vejo o choque de duas 'Messejanas', uma onde o comunitário era o espirito naturalmente imperante, e outra, onde o pequenos e futuros messejanenses não sabem nem onde e nem quem embelezava as águas desta lagoa abandonada. Talvez, o xamânico Segredo de Jurema guardado pela nossa índia Iracema tenha permitido aos nossos ancestrais ver o que ninguém consegue ver hoje, uma lagoa abandonada.
Carinhosamente de um humilde morador do maior bairro do mundo,
Ramos de Oliveira
*Observação: Texto retirado do jornal "O Messejanense" que durou quase dois séculos. Em breve, coloco o texto de comemoração do primeiro ducentésimo escrito pelo humorista 'João Minhas, Que as Suas Eu não Levo'. /music non stop!/
Tuesday, February 07, 2012
Wednesday, January 25, 2012
Friday, January 20, 2012
Thursday, January 19, 2012
Wednesday, January 18, 2012
O Locador de Bilhar
"As mudanças estão a passos largos neste país, só quem não vê é tu. Tua irmã já tá por dento disso" fala O Locador de Bilhar para Péba. Segundos depois do conselho do amigo, o dono do PeBar responde:
"Vai dar tua bunda, macho!".
Saturday, December 31, 2011
Hoje, O Último Dia de Ano
Minha gente, Felicidade nas Alturas!
2012 bateu na porta e disse: "Olá!".
rs.
Feliz Ano Novo!
music non stop!
2012 bateu na porta e disse: "Olá!".
rs.
Feliz Ano Novo!
music non stop!
Thursday, December 29, 2011
Saturday, December 24, 2011
Tuesday, December 13, 2011
Tuesday, November 15, 2011
Sunday, November 13, 2011
Wednesday, November 09, 2011
Sunday, November 06, 2011
O dia em que Mazé foi despedido

Mazé trabalhava vendendo limão na feira. "OLHHHAAA O LIMÃÃOOO! OLHA... TÁ DOCE, TÁ BARATO, TÁ LINDO-LIMÃO!". Voz potente e palavras a 160. Poucos tem a capacidade de transmitir uma mensagem alta e clara. Poucos conseguem fazer com a voz o "alto e bom som". Poucos vendem gato por lebre. Já Mazé, desfruta dessas habilidades. Tira de letra qualquer publicitário ou marqueteiro, ninguém entende mais de vendas do que esse rapaz. Isso temos que reconhecer, sejamos francos.
Voz irritante de potente. Jeito envolvente de vender. Vende 30 limões quando o cliente precisa de um para tratar o resfriado com conhaque. Vende vassouras como água naquele Sol gostoso de Messejana. Certa vez, vendeu 26 melancias para o técnico do Messejana Esporte Clube hidratar os atletas em mais um confronto no antigo Murilão. Mazé, foi capaz de vender dois aquecedores no estado do Ceará. E veja bem, um para a cidade de Sobral. Pode perguntar para qualquer frequentador da feira: Quem aqui vende mais? Unanimidade, é Mazé na boca do povo! E falam mais, e dizem mais, e elogiam mais, e elegem Mazé como o maior vendedor de todos os tempos.
Porém, porém, porém...
Nem tudo na vida é para sempre.
music is the weapon!
OBS: Inclusive, Moça simpatizava com Mazé.
Thursday, November 03, 2011
QI baixo
Monday, October 31, 2011
Friday, October 28, 2011
O dia que Mazé salvou minha vida

Foto fora do tema?
Não lembro de nada, exatamente de nada, do que aconteceu neste dia. E ainda ouvi alguém dizer: "Rapaz, num tem problema. Tão dizendo que foi aquele fela da puta do Mazé! Não foi ele, não... Venha, Venha!". Depois disso, só lembro de uma cama macia com lençois apaixonantes. Porém, devo dizer que o ódio que sentem de Mazé é uma coisa inexplicável. Mas, depois de tudo que ele fez... É...
music non stop
Sunday, October 23, 2011
Ontem
Eu tinha o texto. Vendi por R$ 10,00 e me confirmei como mercenário. É tudo mentira. Me confirmo como mentiroso?! Alguém pensou: "Todos somos". Quem pensou isso?!
Wednesday, October 12, 2011
Senhores e Senhores, apresento-lhes mais uma de Mazé.

*Escrevo sempre em ode a minha matusalém de sempre, Messejana
Todos em coro perguntam: "Quem é este fela da puta?!?!?!". O povo quando quer, fica complicado. Não é fácil lidar, eu sei como é...
Porém, hoje, peço calma a todos. Um pedido humilde. Peço que leiam como se eu estivesse falando. Como um discurso para milhares, um político fajuto microfonado, um verdadeiro demagogo, daqueles de primeira. Não preciso dar nomes. Contarei mais uma história deste grande personagem do bairro da Messejana, um bairro de naipe alto, que merecia pela sua história e significância na literatura cearense e mundial, ser uma cidade. Uma "megapólole" da qual São Paulo teria vergonha de ter sido chamada de cidade grande. Mas, isso num é assunto pra hoje. Mais tarde, vocês verão que quando eu estiver terminando de contar essa história do nosso grande Mazé. Vocês vão pensar: "É, Isso é da linha do Mazé".
Tudo aconteceu quando Mazé se apaixonou... Sempre, sempre, é batata. Tem que ter uma mulher bonita na história. Pra todo homem, tem uma mulher bonita. Eu repito, porque é verdade. Quem amou, seja quem for, sabe do que esse jovem demagogo fala. Pois bem, Mazé ficou encantando por uma moça da cidade. Moça morena, sorriso tímido e uns olhos que ainda hoje ele num entendeu. E diz ele não ter mais o interesse de entender. Vocês conhecem o corno que ele é, né? Asqueroso, sem vergonha... Má pessoa, Má!
Porém... Porém... Acima de todo sua ruindade, ele finalmente encontrou uma pessoa escrota. "Desculpem-mé" as crianças e suas mamães, mas a moça da cidade, aquela de sorriso tímido era e sempre foi ES-CRO-TA. É nessas horas que o caboclo decide quem ele é... Já vi um rapaz perder o apetite, outro perder a honra, um outro provocar em público... Jesus! Que tensão é essa ein Meu Deus? Já passei por isso também, fiquei sem comer. Emagreci uns 15 kilos... Puta qque... É uma época decisiva. Dizia meu Tio, que é quando o cara entende o valor do Altemar Dutra.
Mazé, por sua vez, é metido. Nunca soube deste valor, ele não conhece Altermar e dúvidava muito de isso podia acontecer com ele. Eu sempre lhe disse: "Macho, 'coidado' não se casa com essa mulher!". Minha ex namorada que nunca teve calma, pegava mais pesado. "Mazé, tu num ver a quenga que ela é? Puta que pariu... É uma ES-CRO-TA!" ela dizia. Saía facilmente dela, nunca foi problema pra ela falar muito. Já pra mim... E desgraçado como é, ninguém precisou ser profeta pra saber que ele ia se fuder. E se fudeu bonito! Ein gente?!?! É como falei, vocês tudim aí vão dizer a mesma coisa, que isso é da linha do Mazé. Tenho razão?! Vamo pra frente...
Este grande messejanense, tão homenageado nas história do bairro Zé Walter, foi apresentando ao Cão em pessoa e num fazia ideia disso. Não fa-zia i-dei-a! Tem noção disso? Não gente, vocês tem noção disso mesmo?! Do peso que isso tem nos ombros de qualquer cristão?!?! Você casar com o Cão em pessoa e não saber? (Acho que veria algumas caras espantadas com minha pergunta, meu sentimento é ¹). Não passei por isso, mas vi o dia que Mazé apanhou por chegar tarde. Vi também, o dia da tijolada. Siiiimm, quem não viu que pergunte pra quem tá do lado. Todos sabem desse absurdo. "Mais", pra ele, ela era uma perfeição só. No começo ela parecia um violão sendo tocado por um violeiro "dubom". Seu corpo, dizia ele, era uma canção... Canção de amor, de aventura, de ninar, de vida que virou uma tristeza sem tamanho. Em seus olhos via-se a cegueira de amor, a estupidez que pode virar. O homem não conseguia ver o perigo que é dormir ao lado daquilo... O que poderia eu fazer como amigo? Sofrimento de amigo é pesado... Mas, coisa boa é ter amigo. Não sabia mais o que fazer pelo meu grande amigo.
Aí pensei no meu exemplo, pensei no meu pai. Que me dizia sempre que percebia meu "sufrimento" de amor: "Meu filho, quando dar certo, dá. Quando não dá, não dá". Preto no branco. Simplicidade maior não existe. Quem pode dizer o quê sobre amor? O que meu pai me falou me "sirviu", já que me "sirviu" e era amigo de Mazé... Enfim, passei pra frente o conhecimento de meu pai. Mazé "imputou"². Não quis papo comigo. Não o culpo, conselhos são de graça. Porém, dois dias depois. Mazé me procura e diz que meu pai tem razão. Não quis perguntar porque, achei indevido.
Ele simplesmente me disse: "Rodrigo, quando me casei senti um aperto no coração. Meu peito tava acochado, ia bater um racha e faltava ar, cara. Sensação fela da puta! Fazer um gol não me deixava feliz, era só dor de cabeça e no peito, bicho. Briga todo dia, por tudo, macho. Égua... Me casei por que ein?!". Neste momento, eu já tinha perdido metade da paciência. Num sou paciente. Prmeiro, quantos vezes disse isso pra ele?! Segundo, eu sabia porque ele tinha casado. Porque é burro! Burro de carga! De carregar "dejetos"³ pra cima e pra baixo. Minha mãe me dizia: "Antes só do que mal acompanhado". Se tudo que Mazé fazia era motivo de irritação e desconfiança da parte de sua mulher... Tem algo errado aí... Num é não?! O que vocês acham?! Ein delegado?! Você que é O homem da Lei. **Depoimento do delegado** Concordo com tudo! É assim que todos deveriam ser. Palmas para o Delegado, homem da Lei sempre tem a consciência aguçada. Obrigado Delegado pela participação. Temos que ser mais assim, vocês ouviram. Escutem e o levei a sério!
"O que aconteceu com o Mazé? Rodrigo, conta logo! Deixa de enrolação baitola!" perguntam, gritam, loucos em coro, querendo saber o que houve com Mazé.
Ele só conseguiu o divórcio e eu estava lá, com a presenção do Cão em pessoa. "Adeus infelicidade dos infernos!" gritou Mazé descendo as escadas do tribunal. Já tarde da noite, Mazé era encontrado distribuindo os papéis do divórcio por toda Messejana. Comprou fogos, 12 tiros. Encheu o saco da vizinhança. Odeia ele Messejana, mesmo que Deus o tenha o hoje.
¹ O escritor não conseguiu descrever seu sentimento aos ver as caras espantadas.
²Ficar puto.
³Como sou um demagogo sem prática, e todos somos. Repito o costume de não saber falar. Dá identidade e Ibop.
music non stop: jonny greenwood is the controller
Monday, October 03, 2011
Tuesday, September 06, 2011
Mazé, Cuidado Mazé!
"O que Mazé quer? Odiado nas ruas, odiado em casa e no próprio quarto. Me pergunto: Que queres tu Mazé? Todo dia alguém lhe diz: "Vá se lascar, seu fela da p...!". Reconheço, que paciência não é meu forte, mas isso não é motivo. Acontecer todo dia é exagero da sua parte. Porém, Mazé nunca vai refletir sua personalidade. Difícil. Não sei de muita coisa. Só sei que muita gente quer o im de Mazé. Isso mesmo, o FIM! Ele não sabe, mas a Prefeiturinha da Messejana já recebeu mais de 18 (dezoito) Abaixo-Assinados pedindo sua mudança do bairro. Para onde tu vais Mazé?".
'Onanista Anônimo'
São coisas inexplicaveis que acontecem mesmo. Não tem jeito de evitar.
music non stop
'Onanista Anônimo'
São coisas inexplicaveis que acontecem mesmo. Não tem jeito de evitar.
music non stop
O Tário e alguns dias da Semana
"São Paulo registra nesta segunda-feirao dia mais seco do ano"
É complicado Tário... A poluição de cada dia é gritante. Não existe Pôr do Sol sem fumaça. O que existe? Visões de tudo, menos a felicidade. Canto quem já cantou. O que é cantar? Não adianta fugir e sair escrevendo. Escrevo e pergunto: "E agora José?". Você vai para onde o seu novo você te levar. Por que não conhecer essa nova pessoa? Alguém chorou e não sei mais porque. Por quê não sei? Não... Não vou me envolver.
Tário: - Hoje é Dia do Sexo?! Se for para pensar em algo romântico, pense. Se não for pensar, me avise. Às vezes, assumimos a culpa por ignorância. Assumir culpa?! O que trago para você? Chega de perguntar. E responder? Amanhã é dia 7 de Setembro e não me empolgo.
music non stop
É complicado Tário... A poluição de cada dia é gritante. Não existe Pôr do Sol sem fumaça. O que existe? Visões de tudo, menos a felicidade. Canto quem já cantou. O que é cantar? Não adianta fugir e sair escrevendo. Escrevo e pergunto: "E agora José?". Você vai para onde o seu novo você te levar. Por que não conhecer essa nova pessoa? Alguém chorou e não sei mais porque. Por quê não sei? Não... Não vou me envolver.
Tário: - Hoje é Dia do Sexo?! Se for para pensar em algo romântico, pense. Se não for pensar, me avise. Às vezes, assumimos a culpa por ignorância. Assumir culpa?! O que trago para você? Chega de perguntar. E responder? Amanhã é dia 7 de Setembro e não me empolgo.
music non stop
Wednesday, August 31, 2011
"Mazé? Mas, por que Mazé?"
Mazé não é amigo de ninguém. Mazé merece apanhar. Mazé é um sujeito além da razão. Como escutaríamos nas ruas: "Cacete nele!".
Ouvi uma história sobre ele e nunca mais esqueci. Mazé, o eterno teimoso, é de lascar. Ele é um exemplo de como não ser gente e de como despertar raiva nas pessoas. Se você já conheceu Mazé, já escutou sua voz irritante e seu comportamento nojento. Alto, magro e de poucos banhos, torna qualquer ambiente fedorento. Não é exagero. Mazé consegue ser inconveniente em qualquer situação. Nunca o chame para uma festa de aniversário, casamento ou batizado. Certamente, ele irá fazer confusão com o Padre, ou com o aniversariante...
Certa vez, fui para um batizado da filha de um conhecido incomum. Infelizmente, ele não tinha noção do perigo que é convidar Mazé. Pois bem, foi a única vez que ele se manteve calado o tempo inteiro. Vi nos rostos o desespero e a tensão pela presença dele. Todos suavam de tensão, fazia frio em Messejana, era realmente um dia incomum. Percebi nos olhos do Padre a surpresa pelo silêncio de Mazé durante todo o batizado.
Quando de repente ele vai até o casal e diz: "O menino é bonito. Mas, o nome é feio que dói!".
Isso é da linha do Mazé...
music non stop
Ouvi uma história sobre ele e nunca mais esqueci. Mazé, o eterno teimoso, é de lascar. Ele é um exemplo de como não ser gente e de como despertar raiva nas pessoas. Se você já conheceu Mazé, já escutou sua voz irritante e seu comportamento nojento. Alto, magro e de poucos banhos, torna qualquer ambiente fedorento. Não é exagero. Mazé consegue ser inconveniente em qualquer situação. Nunca o chame para uma festa de aniversário, casamento ou batizado. Certamente, ele irá fazer confusão com o Padre, ou com o aniversariante...
Certa vez, fui para um batizado da filha de um conhecido incomum. Infelizmente, ele não tinha noção do perigo que é convidar Mazé. Pois bem, foi a única vez que ele se manteve calado o tempo inteiro. Vi nos rostos o desespero e a tensão pela presença dele. Todos suavam de tensão, fazia frio em Messejana, era realmente um dia incomum. Percebi nos olhos do Padre a surpresa pelo silêncio de Mazé durante todo o batizado.
Quando de repente ele vai até o casal e diz: "O menino é bonito. Mas, o nome é feio que dói!".
Isso é da linha do Mazé...
music non stop
Sunday, August 28, 2011
O Tário
"A História do Nunca Me Disse começou naquele dia. Em uma intriga qualquer. Numa dessas que acabo calado e pensando por que ainda estou com você. É... Essa história poderia ter sido diferente. Teria sido melhor se não tivesse te amado tanto. Cego e burro. Mas aí, lembro o título dessa história. Nunca te disse que tive outras, amigas suas. Dessas que você conhece bem. Hoje, lembro do sorriso que tive olhando pra você. Que bobagem minha. Nunca pense que fosse bom trair e pensando bem... Que bom te conhecer. Te Amei. Te Traí. Agora, é melhor sorrir. Até porque essa história é sua".
Tário dos Santos Martins.
Este trecho é um dos destaques do livro "Conquistando com Tário" que retrata a vida amorosa deste grande herói brasileiro. Como sempre, as imagens de grandes ícones são exploradas para sugar o dinheiro a qualquer custo. O lançamento do livro tinha sido uma tentativa de José Maria Barros, o famoso Paraguaio, que tanto foi usado pelos governos deste país como exemplo de fidelidade e lealdade.
A cada dia que passa a história do nosso herói me choca.
A cada dia que passa vou ficando sem ter o que perguntar.
A cada dia que passa a luz no fim do túnel enfraquece.
A cada dia que passa... Que vai passar...
A cada dia que...
A cada dia...
music non stop.
Tário dos Santos Martins.
Este trecho é um dos destaques do livro "Conquistando com Tário" que retrata a vida amorosa deste grande herói brasileiro. Como sempre, as imagens de grandes ícones são exploradas para sugar o dinheiro a qualquer custo. O lançamento do livro tinha sido uma tentativa de José Maria Barros, o famoso Paraguaio, que tanto foi usado pelos governos deste país como exemplo de fidelidade e lealdade.
A cada dia que passa a história do nosso herói me choca.
A cada dia que passa vou ficando sem ter o que perguntar.
A cada dia que passa a luz no fim do túnel enfraquece.
A cada dia que passa... Que vai passar...
A cada dia que...
A cada dia...
music non stop.
Friday, August 05, 2011
O Tário
- Amor, o que você acha de fazer uma viagem por aqui perto? - Tário, homem honrado, sempre sonhou com viagens e fins de semana de amor.
- É querido?! Por aqui perto onde?! - sua esposa sempre quis... Gastar.
- Tinha pensando que agente podia pegar nosso carro e ir pra uma praiazinha aqui perto... Sabe? Beber um vinhozim, tomar banho de mar de noite... Ein?! Que você acha meu amor? - (Isso Tário, sonha! Alucina com tua mulher!).
- Praiazinha aqui perto paixão?! Poooooxa... Será que num podia pensar em algo melhor?! - A Esposa de Tário é um caso... Encerrado.
Tário sempre pensou na segurança antes de fazer qualquer coisa. Se comprasse um aparelho celular seria capaz de passar dias lendo o manuel antes de usar, depois perceberia que não entendeu nada. Tentava seguir normas de cada manual, no colégio era "O" Tário de todos. Mudando. Sua esposa tem uma impulsão degenerativa. Tudo que está meio amassado ou com aspecto sujo dando bobeira... É lixo. Quando conheci Tário, ele logo me alertou: "Rodrigão, não deixa nada pra trás na mesa.". Tário, meu amigo, me perdoe. Não entendi de primeira o que me disse. Só percebi o alerta depois de matar a fome. Uma mulher, 8 mãos, um lixeiro cheio. Foi assim que Seu Chico de Tário, pai de Tário, perdeu TRÊS dentaduras. "Meu filho, acalme sua mulher. Essa coisa gari dela é impossível". Se Seu Chico de Tário não tiver citação, indico esta. A boca dele fala aleatoriamente isso. Virou TIC. Então, o manual de segurança de todo bom condutor brasileiro procurado por Tário estava a caminho da reciclagem.
Porém, "O" grande brasileiro percebeu que seu carro era usado no dia a dia e pensou: "Por que seguir um manual desses? Ahhhh...". Logo decidiu pegar estrada na mesma noite com sua amada.
- Amor, hoje à noite vamo, né? - Tário empolgado.
- É... Vamo... Tenho de fazer as malas. - Amada desempolgada com viagem de baixo custo. Mas, o que mais nosso Tário pode fazer pra ter dinheiro?! O que Meu Deus?!
Já na estrada vê de longe uma simpática blitz da Policia Rodoviária Federal...
O que será que vai acontecer com nosso persongem?!?!
music non stop: michael jackson - speed demon "uuooouuuuuuuuuuuuuuuuuu!"
- É querido?! Por aqui perto onde?! - sua esposa sempre quis... Gastar.
- Tinha pensando que agente podia pegar nosso carro e ir pra uma praiazinha aqui perto... Sabe? Beber um vinhozim, tomar banho de mar de noite... Ein?! Que você acha meu amor? - (Isso Tário, sonha! Alucina com tua mulher!).
- Praiazinha aqui perto paixão?! Poooooxa... Será que num podia pensar em algo melhor?! - A Esposa de Tário é um caso... Encerrado.
Tário sempre pensou na segurança antes de fazer qualquer coisa. Se comprasse um aparelho celular seria capaz de passar dias lendo o manuel antes de usar, depois perceberia que não entendeu nada. Tentava seguir normas de cada manual, no colégio era "O" Tário de todos. Mudando. Sua esposa tem uma impulsão degenerativa. Tudo que está meio amassado ou com aspecto sujo dando bobeira... É lixo. Quando conheci Tário, ele logo me alertou: "Rodrigão, não deixa nada pra trás na mesa.". Tário, meu amigo, me perdoe. Não entendi de primeira o que me disse. Só percebi o alerta depois de matar a fome. Uma mulher, 8 mãos, um lixeiro cheio. Foi assim que Seu Chico de Tário, pai de Tário, perdeu TRÊS dentaduras. "Meu filho, acalme sua mulher. Essa coisa gari dela é impossível". Se Seu Chico de Tário não tiver citação, indico esta. A boca dele fala aleatoriamente isso. Virou TIC. Então, o manual de segurança de todo bom condutor brasileiro procurado por Tário estava a caminho da reciclagem.
Porém, "O" grande brasileiro percebeu que seu carro era usado no dia a dia e pensou: "Por que seguir um manual desses? Ahhhh...". Logo decidiu pegar estrada na mesma noite com sua amada.
- Amor, hoje à noite vamo, né? - Tário empolgado.
- É... Vamo... Tenho de fazer as malas. - Amada desempolgada com viagem de baixo custo. Mas, o que mais nosso Tário pode fazer pra ter dinheiro?! O que Meu Deus?!
Já na estrada vê de longe uma simpática blitz da Policia Rodoviária Federal...
O que será que vai acontecer com nosso persongem?!?!
music non stop: michael jackson - speed demon "uuooouuuuuuuuuuuuuuuuuu!"
Thursday, August 04, 2011
O Tário
"Hoje, este grande brasileiro estaria completando quarenta e cincos anos de vida. Tário dos Santos Martins... Que saúde teve, não? (Falar com convicção) Quem aqui pode negar o sucesso de sua saúde? (Grito e bato no palenque) NINGUÉM! Este homem foi um verdadeiro herói brasileiro, senão "O" grande herói desta nação. (Falar de cabeça erguida, respeitar sua origem) Nasceu na capital do estado do Ceará, na grandiosa Fortaleza. Como todo cearense, nasceu embaixo daquele sol imperdoável do semi-árido. Quando criança cooperou com a economia de água na época do "Grande Crescimento" do país. Depois de maior, crescia resguardado em casa, estudando e ampliando seu conhecimento. Caminhava léguas e léguas atrás de água ou de livros... (Aumento a voz) Que herói, não? (Aqui levanto a cabeça, olho para os presentes e cresço a voz) Criança, de pouca idade, tão consciente da colaboração... Quem dera todo brasileiro tivesse seu espírito, seu brilho e sua coragem. (Ser convicto) Vamo BRASIL, crescer! Cresceu como todo bom brasileiro, no colégio lia antes de ser alfabetizado. Lia o que colocava em sua frente, de trás para frente, lia sem miséria. Com fome de leitura, aprendia a conservar os valores da família brasileira e o seu papel de filho agradecido desta nação. Sempre sendo o primeiro nos estudos, este bom brasileiro, repetia o mesmo sucesso nos esportes. Futebol, lutas e esportes alternativos foram seus exercícios ao longo desta curta, porém brilhante vida. Ahhh... Quantos filhos nossos terão de morrer nesta guerra?"
- ô Presidente, será que não tá muito exagerado?! Ele nunca caminhou, só comia doce... Até na carne este fela da p*** botava... E outra?! Que guerra presidente?! QQUE GUERRA?!?!
- É... Talvez esteja mesmo... Oura, que guerra?! A guerra do dia a dia, homem. Porém, isto não vem ao caso. Quero escrever neste meu discurso para a nação, uma... uma... Algo como um individuo qualquer seja o melhor... Tende? Quero fazer uma... Como digo?!
- Uma imagem?
- Isso, muito bem! Seus dias serão melhores. Vamo BRASIL! Uma imagem de "um brasileiro, senão "O"...", Tende?!?!
- Sim, claro.
- Quero fazer a biografia deste homem, o título será "O Tário: O brasileiro que queremos".
- ô Presidente, será que não tá muito exagerado?! Ele nunca caminhou, só comia doce... Até na carne este fela da p*** botava... E outra?! Que guerra presidente?! QQUE GUERRA?!?!
- É... Talvez esteja mesmo... Oura, que guerra?! A guerra do dia a dia, homem. Porém, isto não vem ao caso. Quero escrever neste meu discurso para a nação, uma... uma... Algo como um individuo qualquer seja o melhor... Tende? Quero fazer uma... Como digo?!
- Uma imagem?
- Isso, muito bem! Seus dias serão melhores. Vamo BRASIL! Uma imagem de "um brasileiro, senão "O"...", Tende?!?!
- Sim, claro.
- Quero fazer a biografia deste homem, o título será "O Tário: O brasileiro que queremos".
Friday, July 08, 2011
O Terror Anônimo
"Há três dias venho imaginando as novas naves, novas sociedades, novas espaços e novos tempos que chegam. Não gosto do que imagino, não gosto do que vejo. O que venho sentindo me aterroriza, o passado sem dúvida era mais claro. Não, não, não existia imagens HD, ou televisões com milhões e bilhões de pixels. Imagens tão perfeitas, tão reais... Sinto na pele, no rosto a brisa de paisagens e climas de qualquer filme e programa. Qual o objetivo dessa ultra realidade?! Me prender na frente de uma tela?! Pra completar sonhamos com teletransportes e aviões supersônicos. Desejamos viajar cada vez mais rápido e ir cada vez mais longe, momentos que iremos digitalizar e compartilhar. Pois, se na sala de minha casa tenho esse conforto, pra que perder 30 horas de voo?! Não é melhor uma TV ultra super mega high definition?! Será que não querem me convencer de que não preciso ir lá pra conhecer?! Será que televisões 3D e com sons com a mais alta qualidade não irão fazer a vez do teletransporte?! Será?! O que querem fazer comigo quando me incentivam a comprar-comprar-comprar-comprar-comprar e comprar??! Pra que?! Querem que eu consuma?! Eu sei, eu sei! Só que já tenho que consumir de qualquer maneira!".
- telefone toca -
- Alo?
- Ei bicho, vamo dar uma volta hoje?
"Mal sabe ele que não gosto de ser chamado assim, pelo menos agora."
- Cara, não tou muito afim.
- Bicho, deixa de pensar no futuro e passa acreditar apenas no presente.
- Ahm?! O que você disse?!
- Hehehehe... Sinistro, não?! Li hoje no jornal essa parada...
- Jornal... Que jornal...
- Bem, solta essa shibata e vamo!
Não é todo dia que o nosso personagem acorda com o melhor dos pensamentos. Hoje mesmo, acordei com uma espada cravada no pescoço. Nosso colega aqui não é diferente. Até porque não tenho intenção de escrever sobre um super herói. Talvez, assim como eu e você, ele esteja experimentando a crise social. [Você acha que existe?]
"Nem acredito, todo dia acordo com uma indecisão diferente. Vejo um futuro cada vez incerto, possibilidades diversas e dinheiro escasso."
O que poderia acontecer com ele? O que mais poderia dar em sua telha? O que poderia cair no seu colo? Um martelo? Uma mulher linda da natureza? Quando cairia? Como saberia ele o que procurar? O que poderia eu, escritor medíocre, escrever sobre tal personagem anônimo?
"Não sei quanto ao meu futuro, nem muito menos sobre o seu. Não vejo esperança. Luz acesa? Pode apagar, a conta pode subir! Que crime é esse que cometo? Que chuva é essa? Onde posso assinar os papéis? Onde mais poderia eu estar?"
Tuesday, June 28, 2011
Cachorro arranca canino em protesto

- Raimundo? Raimuundo? Porra, Raimuuundo!
- Judite, tu num disse que ia dormir?!
- Raimundo, que imundice é essa ein?!
- Vai pa porra, Judite!
- Raimundo, olhe...
Ninguém vai entender a briga desse casal. Por isso, nem vou tentar explicar quem foram ou o que fizeram.
Raimundo acorda na manhã seguinte e ver uma carta em cima da cama. Ele que foi casado com Judite e sabe melhor do que eu que ela não é romântica. Então, o que ele vai pensar? "Puuuta que pariu, a Judite foi embora!". Não tem nada disso na carta, fala de outra coisa. Na verdade, esse é o desejo dele. Que ela parta e deixe uma carta de "te amo pra sempre". Raimundo sempre foi voador, pensa no que não existe. E Judite, sempre na cozinha. Seu maior desejo era enfiar a faca de cortar carnes na barriga do maridão. Como é que alguém pode dormir assim? Que noite mal dormida ein Raimundo? E ai Judite? O que me diz? {Aqui eu tinha escrito outra situação] Muito tempo passou, tanto tempo que o cena hoje é: Judite grávida do irmão de Raimundo. Contrariando aquilo que se sabia, que Emerson não podia ser papai.
O atual ex marido de Judite, Raimundo, está em coma.
music non stop: massive attack - karmacoma
Thursday, June 23, 2011
K

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKWWWWWWKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKWWWKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKWWKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKWWWWKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKWWWKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKWWWWKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKWWKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKWWWWKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKWWWWKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKKKKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKKKKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWWKKK
"Ma, Rodrigo, non ha senso!"
music non stop: king crimson
Wednesday, June 15, 2011
Pedra, Papel e Tesoura

Não vou nem perguntar quem jogou, porque é irrelevante saber. Além do mais, o significa não se aproxima somente ao jogo. Pedra pode ser jogada em alguém, além de só destruir a tesoura e ser embalada pelo papel. O papel é azarado, ou como pediria minha mãe, o papel não tem sorte. Tesoura é tesoura, acho que basta.
Mas, qual seria a relevância desse jogo para mim?
No momento, posso dizer que vi um senhor ser premiado com 50 mil dólares em um Torneio Regional de Pedra, Papel e Tesoura. Francisco Ken-Ju Tien de 60 anos é campeão pela quinta vez seguida.
50 mil dólares é bom, não é?!
Outro dia joguei na mega sena, mas não vou revelar os número porque vou jogar de novo.
ps: Não tem nem 7, nem 13 nos meus números.
Friday, June 10, 2011
10.06.2011

Não posso entrar aqui e ler meus próprios textos. Leio e vejo que são de muito mau gosto, cheios de erros de português (você viu/verá), sem graça e chatos. Eu não me leria nem a pau... Alguém que escreve essa última frase pode ter leitores? Óbvio que não. Mas, paro um pouco e concluo: Do que estou falando?! Sei do que falo?! Aposto que não. E será que não há assuntos mais importantes sendo discutidos?! Será?!
"De verdade? Eu não sei".
Sei que quem ler isto pode pensar de que estou em apuros. Vivendo uma crise existencial, sei saber o que fazer, desesperado e recorrendo as drogas. Ou então, que estar devendo a caras da pesada... O que podem pensar, né? "De verdade?! Eu não sei de novo, mas preferia suas novelas".
O que faço agora? Não vou perturbar José com isso. Carlos já fez isso junto com Paulo. Que vontade de fazer outra interrogativa... Deveria... Sem pensar em nada. Não vem nada. Escuto música e nada vem. Quinqué... Quincas... O Borba?! Não, não. Peraí... Quintino? Olha, se não 'gamei' em nenhuma ídeia ao longo desses minutos... Não vai ser agora, né?
Boa Sorte!
music non stop: "any day now, any way now, i shall be releasead..." música de bob dylan na versão de The Heptones. http://tinyurl.com/687ebqm
Monday, June 06, 2011
Matrimônio
- O ruim disso tudo é que você é casada...
- Querido, isso só vai diminuir o númoro dos cavalo e dos jumento.
- É mesmo?!
- Eu fujo assim mesmo!
- É que não sei... Acho que...
Não darei fim a este diálogo.
- Querido, isso só vai diminuir o númoro dos cavalo e dos jumento.
- É mesmo?!
- Eu fujo assim mesmo!
- É que não sei... Acho que...
Não darei fim a este diálogo.
Tuesday, May 24, 2011
Monday, May 23, 2011
O que falta.
Sunday, May 22, 2011
Diferença pode ser igual, Igualdade pode ser diferente
Tuesday, May 10, 2011
Um cão chamado Moça

Moça?! Cachorro?! Um cachorro como outro qualquer?! Será que ele vive pelas ruas, andando, chêrando, fazendo xixi em pneu, latindo feita besta e quando não tem nada haver, procriando, enfim, é um cachorro que faz cachorrada?! Será que não é diferente?!
Há quem diga que sim, há quem diga que não.
Ao menos, um detalhe diferencia 'Moça' dos outros cachorros. Sua imponência. Quando ele chega, os outros cachorros dão passagem. Quando ele aparece, as cadelas ficam no cio. Quando ele entra, não parece apenas um cachorro.
"Moça, o cachorro, Não perdoa!". Tem pichado por todo o bairro da Messejana. Normalmente, usa-se a cor rosa. Cor rosa?! Como?! Que lugar é esse?! Por que a cor rosa?!?!
O pulguento está sempre com um pano rosa amarrado no pescoço. Mas, não é bem um pano. Aquele pedaço de tecido faz parte dele como suas patas, como seu pêlo, como seu focinho... É natural. A prova disso é que o pano não é sujo ou mal cortado. Muito pelo contrário, é bem cortado e limpo. Diria, estiliscamente usado. Só que... Ninguém tem coragem de chegar perto pra ver. A verdade é: O pano é tão bem encaixado, que a população do bairro chama de lenço. Ou seja, "Olha o lenço do Moça!". Qualquer criança messejanense grita isso quando ele aparece. E esse grito virou expressão popular. Quando se escuta isso, é sinal de pêia, briga, cachorrada e chafurdo.
Quem é de outro bairro e quem desconhece a história do cão, não entende quando alguém chama: "Moça! Mooça... Aqui Moçinha!". Isso já deu briga lá em Messejana. Certa vez, no Pébar ou Bar do Péba (depende do dia), um homem de 40 ou 45 anos escutou o 'véi' Salomão do Posto chamando pelo cachorro e disse: "- Vá se acalmar, meu senhor". Na cabeça infame do estrangeiro, Seu Salomão estava atrás de mulher. Então, o dono de posto mandou: "- Vá se lascar, seu fela da puta!".
Bem, Moça usa lenço rosa e separa briga de cachorro de todo tamanho, pequeno, médio, maguim, pitbull, pastor alemão... Ouvi dizer que até de Galo e Ganso ele já separou. E veja bem, ele é pequeno (veja a imagem acima). E todo mundo sabe que da BR116 até o fim da Estrada do Fio, quem manda é o Moça.
É um cachorro valente e simpatico, mas não quer proximidade com ninguém. Por isso, não se sabe quem troca os lenços, nem quem é o dono, nem onde ele dorme, nem o que come... Nada. É um completo desconhecido. Melhor vê-lo em ação, são cenas emociantes. Valentia, justiça, amor pelas crianças, tudo em um cachorrinho caceteiro demais. Sempre inspirante.
E tem gente que não vê nada disso... Como já dizia Zeumo, O 'Ironman' da Messejana: "Cada um é cada um, né não Rudrigo?". E eu do alto da minha humildade sempre respondi: "Tem toda razão Doutor Zeumo!".
Entenda o que significa caceteiro: sm (cacete+eiro) 1 Aquele que costuma trazer cacete. 2 Desordeiro, valentão. 3 Indivíduo importuno ou amolante.
music non stop: augustus pablo - east of the river nile
Saturday, May 07, 2011
O futuro a Deus pertence.

Você não vai acreditar no que me aconteceu?!
Sério?! Acredita que eu ia falar exatamente essa frase...
Ahhh, você tá brincando comigo!
Não, é sério, ia falar o mesmo.
E o que você ia falar?
Hehehe, eu esqueci... Acredita?
Quem tá brincando agora é você!
Juro...
Que merda de desconfiança!
Cara, eu sempre acho isso.
Meu avô sempre dizia: "Negada, vamo parar de bestera e se amar?!"
Mentira!!! Meu avô falava a mesma coisa!
Sério?!?! Que...
Hehehe, tava brincando.
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Um dia desses eu parei pra pensar e lembro daquela caminhada... Que imbecil eu! Ir da Praia das Fontes até a Prainha a pé?! É claro que dá... O problema é pra que?! Mas, mesmo assim fui. Não sei o que passava na minha cabeça pra eu tomar essa atitude, talvez uma teimosia chata. Daquelas que vencem a racionalidade, aí foi...
Aí foi quando porra nenhuma! Que história é essa macho?!
O quêêê?!
Acho que você não precisa de mim para saber o que pensava.
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Agora?! Agora eu não sei dizer o que vai ser mais tarde. Acho que de repente, não mais que de repente, a galera vai chegar. Talvez, um filme e um som que tenha flauta. Porque, meu amor, você sabe. Eu sou um cara imprevisível e posso estar no fundo escrevendo algo pra frescar. Não é desrespeito, é apenas uma... Legal pra você.
music non stop: alcatraz - vampire state building
George Clinton
Friday, May 06, 2011
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